Mercado de orgânicos cresce, mas consumidor precisa ficar atento aos selos
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Mercado de orgânicos cresce, mas consumidor precisa ficar atento aos selos

Mercado de orgânicos cresce, mas consumidor precisa ficar atento aos selos agro

Com o aumento da procura por uma alimentação mais saudável e sustentável, o mercado de produtos orgânicos segue em expansão no Brasil. Nas prateleiras, frutas, verduras, grãos e alimentos processados ganham cada vez mais espaço, mas junto com o crescimento do setor surge também uma dúvida comum entre os consumidores: como saber se um produto é realmente orgânico?

No Brasil, a produção orgânica é regulamentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e precisa seguir critérios específicos de cultivo, rastreabilidade e sustentabilidade. A principal forma de identificação é o selo SisOrg, presente nas embalagens de produtos certificados comercializados em supermercados, lojas e grandes varejistas.

Segundo o produtor rural e fundador da Fazenda Malunga, Joe Valle, o selo é uma garantia importante para o consumidor.

“Quando um alimento recebe certificação orgânica, significa que toda a cadeia de produção passou por controle e auditorias. Existe um acompanhamento rigoroso que avalia desde o cultivo até a comercialização do produto”, explica.

Atualmente, o Brasil reconhece três formas de regularização para produtos orgânicos: a certificação por auditoria, realizada por certificadoras credenciadas; os Sistemas Participativos de Garantia (SPG), feitos de forma coletiva entre produtores; e as Organizações de Controle Social (OCS), voltadas principalmente para agricultores familiares que fazem venda direta.

De acordo com Joe Valle, muitos consumidores ainda associam o orgânico apenas à ausência de agrotóxicos, mas o conceito é mais amplo.

“A produção orgânica envolve preservação ambiental, cuidado com o solo, manejo sustentável da água, respeito à biodiversidade e responsabilidade social. É um sistema completo de produção”, afirma.

Entre as certificadoras que atuam no Brasil estão instituições credenciadas pelo MAPA, responsáveis por auditorias periódicas e inspeções nas propriedades rurais. O consumidor também pode verificar nas embalagens informações sobre a certificadora responsável e a origem do alimento.

A orientação dos especialistas é que o consumidor desconfie de produtos vendidos como “naturais” ou “sem veneno” sem qualquer identificação oficial. A presença do selo de certificação continua sendo a forma mais segura de confirmar que o alimento segue as normas brasileiras de produção orgânica.

Na Fazenda Malunga, referência na produção orgânica no Distrito Federal, os processos passam por auditorias frequentes para garantir conformidade com as exigências previstas na legislação brasileira e oferecer mais segurança ao consumidor.