Mauro Magalhães *
* Ex-deputado e empresário .
Na última segunda-feira, dia 23 de setembro, meu amigo e grande líder, Francisco Horta, juiz, ex-deputado, considerado o melhor presidente que o Fluminense já teve, comemorou, com amigos e admiradores, os seus 92 anos de idade.
A homenagem a Francisco Horta aconteceu em missa de Ação de Graças, na igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso, no Largo da Misericórdia.
Eu, com meus 89 anos, é meu amigo Mario Mendonça,o grande artista plástico, com 90 anos, somos da mesma geração de Francisco Horta e estivemos lá, na igreja, para dar um abraço no aniversariante.
Atualmente provedor da Santa Casa da Misericórdia, Francisco Horta também recebeu homenagem do provedor da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, Claudio André Castro ( que é, também, Mordomo da Santa Casa), do engenheiro, Wagner Victer e de outro amigo tricolor, o empresário Luiz Fernando Moura, entre outros.
Horta, assim como a maioria de meus amigos que hoje têm 90 anos, tinha menos de 30 anos, no início dos anos 60, e conheceu um Brasil mais idealista, sonhador , visionário, inspirado na Bossa Nova e em movimentos artísticos e culturais difíceis de serem imitados.
Nossa geração não é saudosista, muitos, nessa faixa de idade, trabalham até hoje e, a sorte, é a de que, grande parte de nosso tempo é ocupada com a troca de afetos. A maioria de nós adora conservar os amigos.
Nós, da torcida tricolor, sempre teremos muitos motivos para homenagear Francisco Horta.
São ótimas as lembranças de quando o juiz Horta pediu licença de seu cargo, em janeiro de 1975, para assumir a presidência do Fluminense.
Horta levou a paixão à sua gestão, além da competência. Genial, o morador do bairro das Laranjeiras, nascido em 1934 e que estudou no Colégio Mello e Souza, em Copacabana, tratou, imediatamente, em conseguir o passe de Roberto Rivelino, junto ao Corinthians, foi, pessoalmente, a São Paulo.
Quem adiantou o dinheiro para o sinal, no pagamento ao Corinthians, foi o meu amigo e famoso empresário, Antônio Carlos de Almeida Braga ( 1926-2021), dono da Atlântica Seguros, empresa que fundiu-se à Bradesco Seguros.
Braguinha, que eu conheci por intermédio de Carlos Lacerda, naquela época do antigo Estado da Guanabara, era tricolor e ajudou muito o clube das Laranjeiras.
A gratidão do Fluminense a Braguinha foi manifestada várias vezes. Em 2013, ele recebeu o título de Grande Benemérito do Fluminense Football Club.
Muito querido pela imprensa, Horta tinha um magnetismo incrível. O Fluminense estava, toda a hora, na mídia.
Francisco Horta contagiou a torcida, com sua paixão pelo time. Levou outros craques para o Fluminense.
O slogan ” Vencer ou vencer ” era a marca de seu carisma e de suas realizações.
Eu conheci Francisco Horta quando fui eleito, pela primeira vez, em 1962, deputado estadual pela extinta UDN, como representante do Estado da Guanabara.
Antes de presidir o Fluminense, em 1975, Horta foi titular da 5a Vara Cível ( 1967 a 1970), e, também, da Vara de Execuções Criminais ( 1970 a 1982).
Em 1982, Horta foi eleito deputado estadual pelo PTB de Ivete Vargas. E tornou-se líder da bancada, na Assembleia Legislativa.
Em 2014, Francisco Horta assumiu o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia. Faz um lindo trabalho. Tenho muito orgulho do meu amigo e de todos os que estão, hoje, com 90 ou quase 90 anos.
Na próxima semana, escreverei sobre o jornalista Sebastião Nery, que morreu, recentemente, aos 92 anos, e foi um dos melhores contadores de histórias que eu conheci.