OAB-RJ consegue liberação de advogado preso na Marinha
Rio de janeiro

OAB-RJ consegue liberação de advogado preso na Marinha

OAB-RJ consegue liberação de advogado preso na Marinha Rio de janeiro
 A presidente da OAB-RJ,  Ana Tereza Basílio, e o presidente da comissão de Prerrogativas da seccional, James Walker,  comemoraram a liberação do advogado Adriano Rocha, detido desde a tarde da última segunda-feira (dia 13 de janeiro), no Comando do 1° Distrito Naval da Marinha, no Rio de Janeiro
  De acordo com Ana Tereza Basílio , o advogado ” foi detido no exercício da profissão”:
   “- Diante disso, a Comissão de Prerrogativas acompanhou o caso e impetrou um Habeas Corpus.  Não descansamos um minuto até a liberação do nosso colega.  Nossa prioridade foi restabelecer sua dignidade.  A OAB-RJ continuará atuando com muita ênfase,  pois esse é um exemplo do que não pode acontecer no exercício da advocacia “- afirmou a presidente da OAB-RJ.
   O presidente da comissão de Prerrogativas da OAB-RJ, James Walker considerou o episódio como ” inadmissível”:
  “- Eu me vi diante de atos de tortura, abuso de autoridade,  extrema ilegalidade, atos que vão contra a dignidade humana e a constitucionalidade.  Acabamos de passar pela audiência de custódia e,  neste ato, foi deferida a liberdade de nosso colega,  Adriano Rocha. O colega viveu momentos de terror dentro do 1° Distrito Naval,  que remetem à ditadura militar.  Enfrentamos com altivez, dentro dos limites legais e constitucionais,  e, agora,  vamos denunciar a comissões nacionais e internacionais de Direitos Humanos “- disse James Walker.
   Especializado em Direito Militar,  o advogado Adriano Rocha foi solto por decisão do juiz Claudio Amin,  da 3a Auditoria da 1a Circunscrição Judiciária Militar no Rio de Janeiro.
    Adriano Rocha foi preso por ter filmado o  próprio rosto ao ler e registrar,  em filmagem , um documento com um pedido de audiência com o comandante da unidade militar, que foi indeferido.
   Ao ser levado por diversos oficiais à uma sala do Comando do 1° Distrito Naval, Rocha ficou incomunicável,  durante horas.  Revelou que não pôde nem mesmo usar o banheiro.
   Os oficiais da Marinha alegaram que o advogado teria violado o artigo 147 do Código Penal Militar,  que proíbe filmagens em frente ao quartel.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *