março 7, 2026
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Estudo da FGV aponta recorde na redução da desigualdade social no Brasil

Estudo da FGV aponta recorde na redução da desigualdade social no Brasil Geral

Nos últimos anos, o Brasil testemunhou avanços significativos na redução da pobreza, impulsionados por políticas de transferência de renda e melhorias no mercado de trabalho. Entre 2021 e 2023, aproximadamente 18 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza, representando uma queda de 22,9% nesse período. Esse progresso é atribuído, em grande parte, ao fortalecimento de programas sociais como o Auxílio Brasil e o Bolsa Família, que desempenharam um papel crucial na melhoria das condições de vida da população mais vulnerável .​UOL 

A região Nordeste destacou-se nesse cenário, sendo responsável por metade da redução da extrema pobreza no país. Estados como Alagoas e Maranhão registraram as maiores quedas, com reduções de 23% e 19,5%, respectivamente, entre 2021 e 2023 . Além das transferências de renda, fatores como a valorização do salário mínimo, a recuperação econômica e o retorno do turismo contribuíram para esse avanço.

Em 2023, o número de brasileiros vivendo abaixo da linha de extrema pobreza caiu para 9,5 milhões, o menor contingente desde 2012. Sem os programas sociais, esse número poderia ter sido mais que o dobro, evidenciando a eficácia dessas políticas na mitigação da pobreza extrema

Apesar desses avanços, a desigualdade de renda permanece um desafio. O índice de Gini, que mede a concentração de renda, manteve-se em 0,518 em 2023, indicando que a distribuição de renda no país ainda é desigual .​

Desafios persistentes

Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos:​

  • Desigualdade regional: Em 2023, o Nordeste concentrava 55,5% das pessoas em situação de extrema pobreza, embora representasse 26,9% da população brasileira.

  • Desigualdade de renda: O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, manteve-se em 0,518 em 2023, o mesmo valor de 2022, indicando que a concentração de renda permanece elevada.

  • Texto: Isabel Almeida

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