Lei Paulo Gustavo fomenta projetos que envolvem indígenas do Distrito Federal
Cultura

Lei Paulo Gustavo fomenta projetos que envolvem indígenas do Distrito Federal

Lei Paulo Gustavo fomenta projetos que envolvem indígenas do Distrito Federal Cultura

A legislação contempla projetos, como o Festival Agô, que fortalecem a luta dessas populações por reconhecimento e respeito na capital do país 

Como principal elemento da construção da identidade de um povo, a cultura só faz sentido se toda a diversidade que compõe uma sociedade for representada. É impossível falar de cultura brasileira sem lembrar dos povos indígenas, vivendo em nosso território desde muito antes da invasão europeia. A Lei Paulo Gustavo (LPG) – o maior investimento já feito na cultura – apoia projetos produzidos por indígenas e/ou em prol dessas populações.  Lei Paulo Gustavo fomenta projetos que envolvem indígenas do Distrito Federal Cultura

O livro “Théo, o passarinho e o voo de Aturyb” tem publicação bilíngue – em português e wapichana – uma forma de preservar o idioma indígena falado em Roraima. A obra destaca a importância da conexão das crianças com a natureza, abordando temas como ecologia e educação ambiental. O  proponente Arthur Pimentel Batista da Silva destaca que a obra tem o objetivo de contar as histórias que os povos originários têm para contar e enriquecer a cultura do país, além de  levar a cosmovisão indígena e desconstruir estereótipos que ainda se têm acerca dos povos originários.

“Graças à LPG, através deste projeto, conseguimos elevar o nível e alcançar ainda mais pessoas, principalmente crianças, que são nosso público-alvo, com quem transmitimos nossa visão do mundo e percebemos que este trabalho tem feito diferença”, aponta Arthur. O livro pode ser adquirido na Feira da Ponta Norte, na CLN 216, aos sábados, ou entrando em contato pelo Instagram da Associação Manuru Paunary.

Transformação

Já o Baile de Guerrilha, promovido pela Casa de Onija, promoveu a transformação de um espaço localizado no Mercado Sul – um importante ponto de concentração de energia cultural em Taguatinga.  A segunda edição ocorreu em 2024, com apoio da LPG, com oficinas e rodas de conversa sobre a cultura Ballroom (dos bailes vogue) com nomes de destque locais e nacionais, com foco nos publicos negros, indígenas, periféricos e LGBTQIAPN+, que representam a força da Casa.

Com os recursos oriundos da legislação, foram implementadas melhorias como uma rampa de acessibilidade, troca de pisos e portas, bebedouro, sinalização de segurança e compra de equipamentos para o desenvolvimento das atividades da Casa. O baile ocorreu ano passado, mas oficinas mensais continuam sendo ministradas mensalmente até o fim deste ano, no último sábado de cada mês.

“A LPG foi muito importante, porque nos deu a possibilidade de reformar o nosso espaço e readequar a Casa de Onija, para termos um lugar mais salubre e seguro para, além de trazer remuneração para o trabalho feito pelos artistas e toda a equipe envolvida”, assinala o produtor executivo do projeto.

No audiovisual, o curta-metragem documental “O Futuro é Indígena” retrata a experiência de uma menina indígena durante o 20º Acampamento Terra Livre (ATL), realizado em Brasília, em 2024. A proponente é Julia Pacheco Loureiro.

Música e Ancestralidade

Também com recursos da Lei Paulo Gustavo, o Festival Agô – Música e Ancestralidade chega à sua sexta edição ocupando a CAIXA Cultural Brasília com uma programação que reúne diferentes gerações de artistas das matrizes indígenas e africanas.

Entre 24 e 27 de abril, o evento promove shows, giras de conversa, feira e vivência de canto com o povo Fulni-ô. A proposta é celebrar a força ancestral das culturas indígenas e afrodescendentes por meio da música, da dança e da palavra. Na programação estão nomes como Cátia de França (PB), Sérgio Pererê (MG), o grupo Ponto BR (MA, SP, PE), além de Ìdòwú Akínrúlí (Nigéria) e Otis Selimane (Moçambique).

Um dos destaques é o lançamento do álbum Khletxhaka, que significa “cantar” na língua yaathe, falada pelo povo Fulni-ô, resultado de uma residência artística realizada com o grupo Ponto BR.

A programação completa está disponível no @agoancestralidade.

Lei Paulo Gustavo

São mais de 3,8 bilhões de reais destinados a projetos culturais por todo o país. No DF, a Lei Paulo Gustavo já destinou 48,1 milhões, administrados pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Os recursos são destinados para diversas áreas da cultura, audiovisual, literatura, música, patrimônio e teatro.

Serviço – LPG/DF

Instagram: @leipaulogustavodf

Site: www.leipaulogustavodf.com.br

Tel: (62) 99612-6143

 e-mail: [email protected]

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