O mercado cervejeiro brasileiro chegou a um novo recorde em 2025. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária mostram que o país encerrou o ano com 1.954 cervejarias registradas, o maior número da série histórica. O setor também contabilizou 44.212 produtos registrados e 56.170 marcas de cerveja, indicando uma oferta cada vez mais diversificada ao consumidor. 
A expansão da variedade também altera a dinâmica de distribuição. Com mais marcas e estilos disponíveis, distribuidores passaram a trabalhar com portfólios que podem reunir cervejas produzidas por empresas regionais e opções de grandes fabricantes nacionais.
Para o empresário goiano Murilo Porto, que atua no segmento de distribuição de bebidas, com O Porto Chopp Express, essa mudança pode ser percebida diretamente na relação entre fornecedores, estabelecimentos comerciais e consumidores.
“Hoje existe uma variedade muito grande de cervejas no mercado. O consumidor encontra marcas com propostas diferentes e isso faz com que bares, restaurantes e outros estabelecimentos procurem fornecedores que consigam oferecer opções variadas”, explica.
Na avaliação do empresário, a ampliação do portfólio também aumenta a importância da distribuição para pequenos e médios estabelecimentos, que podem concentrar diferentes produtos em um mesmo fornecedor.
O cenário nacional ajuda a dimensionar essa transformação. Além do recorde no número de cervejarias, o país chegou a 794 municípios com pelo menos uma cervejaria registrada, quatro a mais que em 2024.
A diversidade também aparece no desenvolvimento de novas categorias. A produção brasileira de cerveja sem glúten alcançou 367,9 milhões de litros em 2025, segundo o Anuário da Cerveja 2026, crescimento de 417,6% em relação ao ano anterior.
A cerveja sem álcool é outro segmento que ganhou espaço. Dados do Anuário da Cerveja 2025 apontaram aumento de 536,9% na produção entre 2023 e 2024, chegando a 757,4 milhões de litros.
Para Murilo, a consequência prática desse cenário é a necessidade de entender o perfil de cada estabelecimento antes de definir quais produtos serão trabalhados.
“Cada ponto de venda tem um público e uma demanda diferente. Ter acesso a marcas e estilos variados permite que o estabelecimento escolha o que faz sentido para os seus clientes”, afirma.
O movimento também cria oportunidades para marcas regionais alcançarem novos pontos de venda por meio de distribuidores que trabalham com diferentes fornecedores. Ao mesmo tempo, grandes marcas nacionais permanecem importantes para atender a demanda de produtos de maior escala.
@oportocervejaria


