Como escolher o sistema de acionamento de descarga ideal para cada vaso sanitário?

Especialista explica as diferenças entre a caixa acoplada e a válvula hydra

Na hora de construir ou reformar o banheiro, o sistema de descarga do vaso sanitário é indispensável. Existem vários tipos que podem ser menos ou mais indicados conforme o fluxo de pessoas, eficiência no dia a dia, economia de água, acionamento, manutenção e até a composição estética do ambiente. Falando em acionamento existem 3 tipos: caixa acoplada, válvula hydra e descarga externa. Sendo os dois primeiros os mais comuns hoje.

“Quando for escolher o modelo do Vaso, precisa levar em consideração qual a infraestrutura hidráulica existente. Não que não seja possível alterar, mas é importante saber para analisar os custos de adaptação”, afirma Ana Alves, engenheira civil do Nosso Estúdio.

Segundo a especialista, a válvula externa é um modelo muito antigo, quase nunca utilizado. Além de muito caro é muito difícil de encontrar no mercado e o mais complicado de ser adaptado. “Se a pessoa já possui esse sistema antigo, a melhor saída seria ou manter a descarga externa, fazendo o reparo dela e trocando apenas o Vaso sanitário, ou trocar por Vaso com caixa acoplada, eliminando a infraestrutura preparada para a válvula externa e utilizando apenas a saída de água que enche a caixa acoplada”, explica a engenheira.

Assim como a externa, a válvula Hydra também utiliza uma infraestrutura especial. “Devido à grande vazão de água que demanda para o acionamento, ela precisa estar ligada à prumada de água do prédio, caso seja um condomínio, ou diretamente na caixa d’água, caso seja uma casa”, complementou Ana.

De acordo com a engenheira, caso a pessoa não tenha essa condição na sua obra, precisa fazer a adaptação ou vai comprometer os demais pontos de água, como a torneira do lavatório, o chuveiro, que vão perder vazão, quando acionada a descarga. “Isso acontece porque a tubulação não foi preparada para ser esvaziada de maneira abrupta, pelo acionamento da válvula Hydra”.

Para efeito de comparação, a válvula Hydra demanda uma tubulação de água 2 vezes maior que a caixa acoplada. Os vasos com caixa acoplada, que são os mais utilizados no mercado, possuem diversas facilidades, inclusive na adaptação.

“É muito mais fácil trocar uma válvula externa e Hydra, para um sistema com caixa acoplada, do que ao contrário. Um bom encanador facilmente adapta o sistema para caixa acoplada, pois ele precisa apenas de um ponto de água para abastecimento”, explicou a engenheira.

Vale ressaltar também que com o tempo, foram criados alguns modelos de acionamento até mais inteligentes e sustentáveis, como o duo, que aciona 3 litros para líquidos e 6 litros para sólido.

Além disso, existem diversos modelos, incluindo a caixa acoplada embutida, que simula a aparência da válvula Hydra.

Sendo assim, a vantagem da válvula Hydra é que, dada a grande vazão de água, dificilmente teremos problemas com resíduo no Vaso sanitário, além de ser adaptado para qualquer tipo de vaso, ou seja, é o sistema mais barato.

Já a desvantagem é que a tubulação precisa ser específica e no caso de uma manutenção, você precisa quebrar toda a parede para resolver o problema, que eleva muito o custo.

Falando de caixa acoplada, ela tem um custo mais alto pois é preciso comprar o Vaso e a caixa. “Entretanto, a manutenção é tão simples, que muitas vezes você nem precisa chamar o encanador. E por ser o sistema mais utilizado, existem diversos modelos que podem te atender, com os mais variados custos”, finalizou Ana.

 

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.