Na quarta-feira (15), a Embaixada de Israel, juntamente com o Congresso Nacional, promoveu para a sociedade brasileira à reflexão sobre o Holocausto (Shoá), onde 6 milhões de judeus foram exterminados durante a segunda guerra mundial. O Plenário Ulysses Guimarães será o palco de uma das mais significativas cerimônias de preservação da memória histórica do país. Reunirá parlamentares, diplomatas e líderes da sociedade civil.
A sessão teve como objetivo honrar as famílias destruídas e reafirmar o compromisso global com os direitos humanos. O ponto central da cerimônia será o testemunho do Sr. Gabriel Waldman. Como um dos últimos sobreviventes da Shoá residentes no Brasil, Waldman representa a resiliência de um povo que, mesmo após o horror, reconstruiu histórias e mantém viva a chama do relato contra o esquecimento.
No discurso oficial no memorial Yad Vashem, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, enfatizou o dever de memória e proteção dos judeus:
“O Holocausto não foi uma fatalidade da natureza, foi um crime planejado e executado por homens que sucumbiram ao ódio absoluto. Nossa lição é clara: não podemos esperar que o mundo nos proteja se não formos capazes de nos defender. O ‘Nunca Mais’ não é apenas uma promessa, é um imperativo de ação para garantir que a escuridão nunca mais triunfe sobre a vida.”
Netanyahu destacou, ainda, que o Dia da Lembrança dos Mártires e Heróis não é apenas um lamento pelo passado, mas um compromisso inegociável com a segurança e a dignidade humana.
O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, destacou recentemente os riscos de se repetir o abandono da Tchecoslováquia em 1938:
“A política de apaziguamento está, mais uma vez, prevalecendo sobre a coragem moral. Enterrar a cabeça na areia como um avestruz não eliminará a ameaça”, pontuou Sa’ar.

