março 6, 2026
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Conheça os premiados do 18º Festival Taguá de Cinema 

Conheça os premiados do 18º Festival Taguá de Cinema  cinema

O festival — pioneiro em levar cinema para a quebrada  do DF — exibiu quase 60 filmes ao longo dos quatro dias de evento  

A 18ª edição do Festival Taguá de Cinema chegou ao fim com o sentimento de missão cumprida: dar espaço a histórias que desafiam o senso comum, provando que o cinema é um instrumento poderosíssimo de luta e transformação. Conheça os premiados do 18º Festival Taguá de Cinema  cinema

Foram quase 60 obras exibidas ao longo dos quatro dias de evento, no CEMTN, em Taguatinga Norte. Produções de destaque das mostras DF e Competitiva foram premiadas pelo público e pelo júri técnico do festival. Oitavo Anjo, de Igor Nascimento de Souza, foi um dos filmes reconhecidos entre os competidores do Distrito Federal. O curta foi totalmente produzido por alunos do curso de audiovisual do Instituto Federal de Brasília (IFB).

“É muito satisfatório participar dessa mostra, porque é um sonho que a gente tem. É o meu primeiro curta e primeira vez que escrevo. O Festival Taguá é o maior festival da quebrada de Brasília. Nosso filme é feito na quebrada, produzido por uma galera de quebrada e ser exibido na quebrada e ser reconhecido é muito importante”, comemora Bruno Gustavo, que foi responsável pelo roteiro e pela fotografia do filme.

Encantos para Omo e Iyá, de Antonio Balbino,  foi o filme escolhido pelo público da Mostra DF. A menção honrosa foi para o documentário No Profundo do Sonho, de Filipe de Almeida Cardeal.

Mostra Competitiva

O curta Ludmilla (DF), de Vinicius Moreira, foi o escolhido pelo júri popular na Mostra Competitiva, que exibiu 26 filmes, vindos de todas as regiões do país. O cineasta ressalta a importância de existir um festival, como o Taguá, fora do Plano Piloto. “O primeiro desafio foi fazer o filme aqui e trazer todos os profissionais para cá, algo que não é tão comum. A importância desse festival é a gente poder contar as nossas histórias, as nossas vivências”, assinala Vinicius.

Presépio (RJ), de Felipe Bibian, Talvez Meu Pai Seja Negro (BA), de Flávia Santana, e Como Nasce um Rio (BA), de Luma Flôres, foram os escolhidos pelo júri técnico. A Nave que Nunca Pousa (PB), de Ellen Morais, e Descamar (DF), de Nicolau, receberam a Menção Honrosa do festival.

A curadora Adriana Gomes destaca o festival como o primeiro de periferia e referência no DF. “Estou na curadoria há algumas edições e sempre é muito satisfatório ver o cinema nacional, olhar para o que está acontecendo, para o que estão pensando. É um recorte que chega do Brasil inteiro. As pessoas têm o interesse de mandar o seu filme para o Festival Taguá”, observa a curadora.

Além da Mostra Competitiva, o idealizador do Taguá, Willian Alves, destaca a Mostra Rebeldia e Resistência, que teve os filmes Anderson, do diretor Rodrigo Meirelles, e Canto meu Alvará, de Marcelo Lins. “São dois filmes cujos os personagens centrais são interpretados por pessoas com deficiência. A sessão, que teve cerca de 20 cegos entre os espectadores, teve audiodescrição. Após as exibições, tivemos um debate muito poderoso com os atores”, conta Alves. O festival contou ainda com as mostras Azul, Infantil, Taguá VR e Aiab.

Além do cinema

Além das mostras, o festival também ofereceu shows musicais e oficinas. A programação musical ficou por conta das Sambadeiras, As Margaridas, Quebrada em Versos e Batalha da Fonte, grupo de Taguatinga que usa as rimas e as batidas do rap para conscientização política da cena. “A primeira edição foi em 2016. A gente fundamentou uma batalha focada em debater coisas importantes para a nossa quebrada e para o nosso movimento, como racismo e violência policial”, conta o rapper.

Serviço – 18º Festival Taguá de Cinema
Instagram: https://www.instagram.com/festivaltagua/
Site: https://festivaltaguatinga.com.br/