março 7, 2026
Saúde

Doenças cardiovasculares tem maior incidência em mulheres que tiveram câncer de mama

Doenças cardiovasculares tem maior incidência em mulheres que tiveram câncer de mama Saúde

No mês em que é celebrada a campanha Outubro Rosa, especialista fala sobre a importância do acompanhamento com o cardiologista após o tratamento contra o câncer de mama

O movimento internacional de conscientização, Outubro Rosa, chega para alertar  a importância da detecção precoce do câncer de mama, já que para 2022, no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que serão registrados mais de 66.280 mil novos casos da doença, com maior incidência entre as mulheres.

Vencer essa enfermidade, portanto, é sinônimo de comemoração. Entretanto, outra batalha tem que ser travada, como mostra a pesquisa realizada pelo Journal of Cancer, sobre o enfrentamento dos fatores de riscos para doenças cardiovasculares.

Segundo a cardiologista eletrofisiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Edna Marques, muitas mulheres sobreviventes ao câncer de mama apresentam maior risco de doenças cardiovasculares do que as da população em geral e, consequentemente, maior risco de mortalidade.

“Nós frisamos bastante a importância do acompanhando, já que alguns desses riscos que podem alterar o funcionamento cardíaco, podem surgir no processo de tratamento, por causa de alguns remédios usados durante o tratamento, ou mesm terapias com inibidores de aromatase – uma classe de medicamentos específica para mulheres na pós-menopausa cujo objetivo é evitar a recorrência, ou seja, a volta do câncer de mama”, explica a cardiologista do ICTcor.

Sintomas que devem ser considerados

A cardiologista do ICTcor, explica que saber  identificar os diferentes sintomas  pode acelerar a procura por profissionais da saúde e prognósticos:

“Acontece que os sintomas de infarto nas mulheres costumam ser minimizados. No homem, pode haver uma dor no peito, na mulher pode não haver. A mulher pode ter uma dor na mandíbula, dor nos braços e até uma dor nas costas. E isso passa como se fosse uma dor na lombar”, conta.

Edna ressalta ainda a falta de conhecimento das mulheres com relação à própria saúde. A médica explica que hipertensão, tabagismo, obesidade e depressão contribuem para acelerar essas condições e que dietas e atividades físicas são os pilares preventivos das doenças do coração e até cânceres.

A cardiologista incentiva a importância da realização de exames precocemente para o tratamento adequado das doenças cardiovasculares. “O alerta à prevenção é muito importante para essas mulheres. Acredito que assim, podemos ter uma visão e uma esperança de que futuramente essas doenças tendam a diminuir no sexo feminino também”, finaliza.

Fonte: www.scielo.br/j/ramb/a/33qJzHYZVBRczjJWXHc6pVr/?format=pdf&lang=pt

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio. Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal, e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.

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