março 7, 2026
Teatro

“Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja”

“Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja” Teatro

“Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja” resgata cultura do interior de Minas Gerais em história de amor e morte­­­­­­

 

“Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja” TeatroFilha de mineiros, a atriz Caísa Tibúrcio cresceu ouvindo histórias da cultura popular de Minas Gerais. Entre 2014 e 2016, esteve em Patos de Minas para colher depoimentos e pensar na montagem de “Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja”. A peça estará em cartaz, no Teatro SESC Garagem (713/913 Sul), dias 13, 14 e 15 de dezembro, sempre às 20h. Ingressos: R$ 10,00 a meia e R$ 20,00 a inteira.

No palco, uma típica cozinha mineira foi o cenário escolhido para contar a história da jovem donzela Maroca e seu grande amor Heitor, vaqueiro e também violeiro. Enquanto prepara uma galinhada – passando por todos os processos, desde a retirada da pele do frango, o corte em pedaços, depois o cozimento e finalização – a atriz conta a narrativa que tem como pano de fundo uma epopeia no interior campestre mineiro, que mistura histórias inventadas e lembradas, a partir de suas vivências familiares. Ao término do preparo, que coincide com o fim do espetáculo, Caísa oferece a comida ao público como uma grande celebração do teatro.

“Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja” TeatroEla conta que o processo de composição da peça passou por um momento de pesquisa do “Teatro de Objetos” com o Grupo Sobrevento, de São Paulo, referência nessa técnica. “Sandra Vargas, integrante do grupo, desenhou, no início do processo, junto comigo e com o diretor Denis Camargo, a manipulação dos objetos da cozinha e dos alimentos.  O trabalho dela foi muito importante, pois o desenho das ações foi conduzido com olhar dessa linguagem”, diz Caísa, que passou uma semana na capital paulista focada nesse trabalho.

Com direção musical de Fernando César, a trilha assume papel de destaque. A dupla de Zé Mulato & Cassiano gravou uma composição inédita de Milena Tibúrcio. Os dois são referência em música tradicional e já ganharam o Prêmio Sharp, na categoria Melhor Dupla Regional pelo álbum “Meu Céu”. Em 2015, foram vencedores do 26º Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Dupla Regional.

“Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja” TeatroOutras canções autorais também foram gravadas, como “Andarilho”, composição de Milena Tibúrcio e do letrista Caio Tibúrcio, “Senhora do Destino”, com letra de Caísa e melodia de Fernando César, que assina ainda as músicas instrumentais, e “Enluarada”, letra composta pela atriz e melodia assinada pela musicista Milena Tibúrcio. O repertório inclui ainda “Lua Branca”, de Chiquinha Gonzaga, e “Moreninha”, da cultura popular, ambas de domínio público. Além de cozinhar e narrar a história, a artista canta e toca acordeom.

A peça referencia a época de ascensão da música caipira nas rádios e em todo o Brasil, quando surgiram nomes como Tonico e Tinoco, Inezita Barroso, Tião Carreiro e Pardinho, Irmãs Galvão e tantos outros que embalaram muitos mineiros que vieram para o Centro-Oeste na construção da capital federal, onde existe uma forte influência da cultura mineira. “A montagem pretende poetizar esse universo e ressaltar essa presença na criação da cidade, na formação de sua identidade e dos candangos”, comenta Caísa.  As músicas de viola caipira e da Folia de Reis também estão presentes.

“Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja” traz à tona a culinária, os mitos e ritos que envolvem histórias tradicionais e percorre o mundo invisível, revelando o universo fantástico e ficcional do interior brasileiro. As personagens presentes na cultura popular mineira, como os caipiras, violeiros, garimpeiros, vaqueiros, santos e moças, permitem a comunicação com o público a partir da história narrada.

Porém, mesmo sendo uma história regional, ela fala de sentimos universais e atemporais como o amor e a morte. “Falo sobre questões e aflições humanas, não só da cultura e da linguagem do ‘minerismo’. É o regionalismo que se torna universal. Busquei um certo arcadismo da língua portuguesa, com palavras e termos ligadas à região e ao passado, mas penso que a dramaturgia, mesmo cravada e gravada no documento e no detalhe de um lugar, um povo, uma época, ela se libera para falar do ser humano”, ressalta a atriz.

“Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja” TeatroCaísa lembra que quando se fala a palavra “sertaneja” muitas vezes as pessoas lembram do sertão nordestino ou da música sertaneja brega. Mas muitos defensores da cultura popular tradicional usam as palavras sertão e sertanejo para se referir ao interior do Brasil, ao Cerrado e à música tradicional, chamados de raiz. “A dupla Zé Mulato e Cassiano levantam essa bandeira fortemente. Faço referência ao Cerrado e ao ‘interiorzão’ do Brasil, sobretudo da região Centro-Oeste, ainda pouco falada”.

Enluara estreou em setembro deste ano, mas mesmo sendo tão jovem o espetáculo já foi selecionado para participar da mostra SESC de Artes Cênicas em fevereiro de 2020 e fará uma circulação em Portugal.

 

Ficha técnica do espetáculo: 

Realização: Casulo Teatro

Concepção e Atuação: Caísa Tibúrcio

Dramaturgia: Caísa Tibúrcio

Direção Cênica: Denis Camargo

Direção Musical: Fernando César

Orientação teatro de objetos: Sandra Vargas/ Grupo Sobrevento

Cenário: Caísa Tibúrcio e Roustang Carrilho

Figurino: Roustang Carrilho

Iluminação: Ana Quintas

Operação de luz:Larissa Sousa

Fotografia: Diego Bresani

Designer Gráfica: Jana Ferreira

Assessoria de imprensa: Agência Atelier

Assistente de produção: Tiana Oliveira

 

Ficha Técnica da Trilha Sonora:

  • Senhora do Destino – Fernando César e Caísa Tibúrcio

Violão 7 cordas – Fernando César

Viola – Cacai Nunes

Flautas – Thanise Silva

Percussões – Valerinho Xavier

  • Lua Branca – Chiquinha Gonzaga

Violões – Fernando César

Flauta – Thanise Silva

Cavaquinho – Valerinho Xavier

  • Vou deixar a minha terra – Milena Tibúrcio e Caio Tibúrcio

Viola e voz :Zé Mulato e Cassiano

  • Folia de Reis

Viola – Cacai Nunes

Cavaquinho – Fernando César

Percussões – Valerinho Xavier e Cacai Nunes

  • Moreninha se eu te pedisse – Domínio Público
  • Andarilhos – Caio Tibúrcio e Milena Tibúrcio
  • Improvisos de viola caipira e viola de cocho – Cacai Nunes
  • Lambada de Maroca – Fernando César

Violão 7 cordas – Fernando César

Viola – Cacai Nunes

Flautas – Thanise Silva

Percussões – Valerinho Xavier

  • Enluarada – Milena Tibúrcio e Caísa Tibúrcio

Voz – Lorena Ly

Viola – Cacai Nunes

Violões – Fernando César

Baixo e percussões – Valerinho Xavier

 

Gravado, mixado e masterizado no Feedback Studio por Valerinho Xavier.

 

Serviço:

“Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja”

Data:  13, 14 e 15 de dezembro, sempre às 20h.
Horários: 20h (sexta e sábado) e 19h (domingo)
Local:  Teatro SESC Garagem (713/913 Sul)
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 a meia

 

https://youtu.be/ROLulOwYWpE – editado

https://youtu.be/JtNDfc6WTgI  – íntegra

https://youtu.be/xgrHLBmuKBg – Teaser 1 espetáculo

ttps://youtu.be/OWtvHHM1tTU – Teaser 2 divulgação.

 

Mídias Sociais:

www.casuloteatro.com

www.fb.com/casul

 enluarada_foto diego bresani__BRE0042.jpg

oteatro

https://www.instagram.com/casuloteatro

[email protected]

 

 

Sobre Caísa Tibúrcio

 

Caísa Tibúrcio é Bacharel e Mestre em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (2005/2017), tem cursos técnicos de canto (Escola de Música de Brasília), pandeiro, percussão, flauta (Escola de Choro Raphael Rabello). Atriz, diretora e palhaça, já assinou a direção de projetos como ‘Presépio de Hilaridades Humanas’, que realizou circulação Nacional no Brasil pelo Palco Giratório/SESC, ‘Zezinho e o anjo Marmanjo’, infantil realizado em DF e MG – Brasil. Como atriz, já trabalhou com alguns diretores reconhecidos nacionalmente, como Hugo Rodas e João Antônio; atua em ‘Achadouros – Teatro para bebês’ (vencedor em 2015 da categoria de melhor espetáculo infantil no Prêmio SESC – Brasília) com direção de José Regino e que já realizou apresentações em diversas regiões do Brasil em Festivais e Mostras de Teatro do Brasil (SP, RJ, MG e SC).

 

Atua também no espetáculo “CRIA” com direção de Ana Flávia Garcia criado em 2017 e participou de Festivais teatrais (Vencedor de 3 Prêmio SESC de Teatro Candango – Melhor dramaturgia, melhor cenário e melhor iluminação). Integrou o Grupo de Teatro Esquadrão da Vida (2008 a 2012) e a Cia Burlesca (2013 e 2014) e atua com a palhaça Ananica no espetáculo ‘Lorota de Palhaças’.

 

Casulo Teatro é o núcleo de trabalho de seus espetáculos solo, em que ela convida diretores e outros artistas. Iniciou em 2015 com o espetáculo infantil ‘Sementes’ é o primeiro solo da atriz e palhaça brasiliense Caísa Tibúrcio. Com esse espetáculo Integrou a Mostra teatral da Feira do Livro de 2016 do DF, Festibra (Festival de Teatro para a Infância), participou do Prêmio SESC de Teatro Candango de 2016, indicado a categoria de melhor espetáculo infantil. Integrou a programação do Festival Internacional Cena Contemporânea de 2017, o Festival do Palco Cerrado em 2018, a Bienal do Livro de 2016 e 2018. Realizou apresentação no SESC Centro – GO, SESC de Anápolis, e Festival de Teatro de Dourados/MS (FIT Dourados) e o Festival de Teatro Popular de Fortaleza em 2018, Festival de Cascavel em 2019. Realizou uma temporada dois meses com circulação nos parques públicos do DF (Brasil) com apoio e patrocínio do Banco de Brasília BRB, laboratório SABIN e IBRAM. Em 2019 nos meses de fevereiro e março realizou circulação em Portugal na cidade de Lisboa, Seixal, Ponte de Sôr e Elvas, na Casa do Coreto, Casa Tangente, no Bolina Festival Internacional de mulheres palhaças e no Festival de Comicidade Gargalhadas.

 

A partir de então montou o solo “Enluarada: uma epopeia sertaneja” que estreou em 2019. Atualmente está em processo de montagem de um espetáculo solo de rua, chamado ‘A Concertista’ em que explora as possibilidades cênicas e musicais de uma bicicleta gigante que se transforma em uma marimba.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *