Falso Alerta da Defesa Civil
Rio de janeiro

Falso Alerta da Defesa Civil

Falso Alerta da Defesa Civil Rio de janeiro

Sócio do escritório Terra Rocha Advogados, especialista em Proteção de Dados, diretor de Inclusão Digital e Inovação da OAB-RJ, o advogado William Rocha comentou o falso alerta extremo da Defesa Civil, na madrugada do último sábado, enviado a celulares de moradores de diversas cidades do Brasil, com a palavra ” Misantropia ” e algumas variações da expressão, nas mensagens: 

 “O envio de mensagens falsas, por meio do sistema de alertas da Defesa Civil, reacendeu uma preocupação que vai além do episódio em si: a segurança das infraestruturas críticas digitais e a preservação da confiança da população em sistemas destinados à proteção da vida. Os alertas de emergência via celular foram concebidos para situações extremas, como enchentes, deslizamentos e tempestades severas.  Sua eficácia depende de um elemento fundamental: a credibilidade” – disse William Rocha.  

  De acordo com o advogado, ” quando uma mensagem indevida, ou, aparentemente, fruto de uma invasão, alcança milhões de aparelhos, o risco não se limita ao susto momentâneo”: 

  ” O maior perigo é a banalização do mecanismo e a possibilidade de que futuros alertas legítimos sejam ignorados pela população.  O episódio demonstra que a cibersegurança deixou de ser uma preocupação restrita aos bancos e às grandes empresas de tecnologia.  Sistemas públicos de comunicação emergencial, saúde, energia e transportes passaram a integrar o rol das infraestruturas críticas nacionais e precisam ser tratados sob uma lógica permanente de gestão de riscos,  testes de resiliência e respostas a incidentes “- afirmou.  

  Para o especialista, “no Brasil, o sistema de Defesa Civil Alerta tornou-se uma ferramenta essencial de proteção, tendo emitido mais de dois mil alertas, desde a sua implantação nacional. Mais do que buscar os responsáveis, será necessário revisar protocolos, ampliar mecanismos de autenticação e auditoria e fortalecer a governança cibernética dos sistemas de alerta.  Se, antes, a preocupação era fazer com que a mensagem chegasse a todos. o desafio, agora, é garantir que quando ela chegar, as pessoas continuem acreditando nela” – concluiu.  

 

Foto: Divulgação.