O Terrorismo
Rio de janeiro

O Terrorismo

O Terrorismo Rio de janeiro

Aurélio Wander * 

 * Jurista, advogado, professor de Direito Constitucional 

    É perigosa  a revisão  das estratégias de reposicionamento dos EUA, no combate ao narcotráfico. Um verdadeiro confronto com seus aliados latinos, à medida em que  a nação do  norte converte a sua decisão política unilateral  em  ações contra o Estado democrático, com especiais efeitos sobre o Brasil, sendo muito provável que o problema tenha sido colocado para o Presidente Lula ( que levou quatro documentos sobre o assunto para Trump ) que, considerando os interesses nacionais e sua  própria historia, refugou a idéia, pois é a realidade econômica do país que viabiliza a expansão das facções nos Estados Unidos.  

  O crime organizado,  como fonte do terrorismo, está em duas frentes da grande riqueza dos EUA,  que evolui em dois sentidos : os efeitos penais e migratórios da Lei de Imigração – Foreign Terrorist Organization (FTO) e  as sanções executivas e financeiras  que afetam a política bancária 

 – e o Specially Designated Global Terrorist (FDGT), ambas  reconhecem ou obrigam a ação contra terceiros no seu próprio território migrado das precárias economias da América Latuna. 

 Esse conjunto simbólico  permite afirmar  que seus efeitos destinam- se a resguardar a Agência de Controle e Ativos Estrangeiros  e investigam fornecedores e empresas de fachada.  A  Justiça e o FBI também apuram essa questão dos apoiadores e o Departamento de Segurança  Interna pode barrar os integrantes dessas organizações criminosas dos países em desenvolvimento, além da Agência Anti Drogas. 

 A ampla rede atua nos Estados Unidos na defesa de sua riqueza, e, em destaque, nas 10 maiores economias do mundo. Para impedir a fuga de 

capitais por meios  ilícitos  e em  relação à proteção das  multinacionais.   Não há como desconhecer a ausência de mecanismos explícitos contra o terrorismo, mas a simples presença  do PCC e do CV, nos 12 estados americanos e nos tantos outros  territórios latinos,  alcança os limites econômicos e políticos dos países, de origem e gênese dessas organizações que têm ampliado suas ações convivendo com uma estrutura armada refratária e que permite  mudar e ameaçar a segurança interna dos EUA. Isso faz com que a sociedade americana  tenha a necessidade de
  superar o seu conceito político de terrorismo em uma verdade interna , mas não necessariamente uma verdade externa .  

 O risco que as organizações estrangeiras criminosas    representam para os EUA não é o risco que internamente representam para o Brasil que, historicamente, sempre isolou o terrorismo como uma política de grupos  ideológicos,  muito embora seja  razoavelmente possível que os que vierem a ser derrotado no enfrentamento político do Estado se refugiem nas organizações e facções armadas. Mas, esse é um caso de transformação ou adesão  pessoal, e não de transformação de organizações criminosas. 

 O desmantelamento  de um agrupamento guerrilheiro, que não é o caso do Brasil, pode provocar, como já aconteceu na  Colômbia, adesões a organizações criminosas, mas não pode converte-las em organizações políticas  criminosas. 

 Por outro lado os EUA têm uma abundancia  de capital privado, o que contribui em 33,5 % das 10 maiores riquezas do mundo, onde a possibilidade de vazamento é alta, diferentemente de  outros países capitalistas (como Alemanha, Japão e Reino Unido), que têm, em média,  4,5% e , por fim, o Brasil que está entre essas 10 maiores economias do mundo e tem 2,5% de participação. 

 A abundância da riqueza é que pode transformar grupos locais  e estrangeiros,  formados em economia precária, no país de outrem, em fortes grupos terroristas, mas esse ainda não é um risco brasileiro.