O fato de as causas profundas do conflito na Faixa de Gaza estarem sendo abordadas, e não apenas suas manifestações mais visíveis, nos apresenta, pela primeira vez, a oportunidade de construir um futuro melhor para o Oriente Médio, enfatizou o Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar.
O ministro israelense proferiu dois discursos importantes no cenário internacional: o primeiro durante uma sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas e o segundo na reunião inaugural do Conselho da Paz em Washington, D.C.
Em ambos os fóruns, ele destacou a importância de abordar as causas profundas do conflito, e não apenas suas manifestações visíveis. Nesse sentido, Gideon Sa’ar ressaltou a necessidade de combater a radicalização e a incitação ao ódio dentro da sociedade palestina, observando que qualquer processo político sustentável deve incluir o desarmamento das organizações terroristas, a desmilitarização da Faixa de Gaza e um profundo processo de desradicalização.
“Todos os planos anteriores para Gaza fracassaram porque nunca abordaram as questões fundamentais: terrorismo, ódio, incitação e doutrinação. No cerne do plano abrangente estão o desarmamento do Hamas e da Jihad Islâmica, a desmilitarização da Faixa de Gaza e a desradicalização da sociedade palestina”, declarou o Ministro das Relações Exteriores de Israel aos membros do Conselho de Paz.
Ele deixou claro que, para alcançar esse objetivo, é essencial erradicar completamente a infraestrutura que instila ódio e violência contra os judeus nas crianças palestinas, uma visão de mundo que elas adquirem por meio de instituições educacionais e religiosas.
Ele acrescentou que esse processo, além de beneficiar o povo de Israel, oferecerá oportunidades à sociedade palestina em Gaza, que vive sob a opressão da organização terrorista Hamas há quase 20 anos.
“Tudo isso é importante não apenas para os israelenses; o povo de Gaza vive sob um regime de terror há décadas; eles precisam ser libertados desses terroristas”, disse ele.
Anteriormente, no Conselho de Segurança da ONU, Gideon Sa’ar destacou os direitos históricos do povo judeu na Terra de Israel e apresentou descobertas arqueológicas milenares que demonstram a continuidade da presença judaica.
“A presença judaica na Terra de Israel, mesmo durante nosso longo exílio, nunca foi interrompida por um único dia. Na história das nações e dos estados, este é provavelmente o caso mais claro dos direitos históricos comprovados e documentados de um povo à sua terra. Chocantemente, há quem tente substituir a verdade histórica por mentiras modernas”, enfatizou.
O Ministro das Relações Exteriores também recordou as repetidas ocasiões em que Israel expressou sua disposição de fazer concessões significativas e propor soluções de compromisso com o objetivo de avançar rumo ao estabelecimento de uma entidade política palestina. Ele enfatizou que, apesar dessa disposição manifestada e das propostas concretas apresentadas, essas iniciativas foram repetidamente rejeitadas pela liderança palestina e, em vez de pavimentar o caminho para a paz, vários desses processos resultaram em ondas de ataques terroristas contra civis israelenses.
“Herdamos o maior estado terrorista do mundo em Gaza e o massacre de 7 de outubro. Não vamos arriscar nossa própria existência”, declarou Gideon Sa’ar.

