O Procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou a representação protocolada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) que pedia a investigação do ex-ministro da Previdência e presidente Nacional do PDT, Carlos Lupi, do atual ministro da pasta, Wolney Queiroz, e do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, por supostos desvios relacionados a descontos em benefícios.
Em sua decisão, Paulo Gonet reconheceu que não há elementos suficientes para justificar a abertura de investigação criminal contra Lupi, Queiroz e Stefanutto e que os documentos apresentados pela senadora não demonstram a participação direta ou omissiva das autoridades envolvidas
“- A indicação de dispositivos legais que atribuem ao ministro da Previdência e ao secretário-executivo da pasta responsabilidade administrativa sobre a supervisão do INSS não constitui individualização mínima da conduta dos representados, não havendo indícios suficientes de autoria e materialidade que justifiquem o início de uma investigação ou a sua inclusão na investigação já em curso”, afirmou o procurador-geral.
De acordo com o parecer, não houve demonstração de que Carlos Lupi ou Wolney Queiroz tivessem sido diretamente informados sobre os problemas operacionais que ocasionaram os descontos irregulares em aposentadorias. A representação foi considerada genérica, sem fatos novos ou provas concretas.
De acordo com o parecer, não houve demonstração de que Carlos Lupi ou Wolney Queiroz tivessem sido diretamente informados sobre os problemas operacionais que ocasionaram os descontos irregulares em aposentadorias. A representação foi considerada genérica, sem fatos novos ou provas concretas.
