Vencedor, há 45 anos ( 1969) , com o prêmio de melhor direção, no Festival de Cannes, com O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, Glauber Rocha ( 1939-1981) será o principal homenageado do III Festival de Cinema e Política de Maricá, que acontecerá no Cine Henfil , entre os dias 16 e 21 de junho, com o apoio do prefeito Washington Quaquá e do secretário de Cultura e das Utopias, Sady Bianchin.
O evento terá as presenças dos filhos do grande diretor de Terra em Transe e Deus e o Diabo na Terra do Sol, Ava Rocha e Eryk Rocha, e de Ruy Guerra ( autor de Os Fuzis e de Os Cafajestes), que, aos 95 anos , foi contemporâneo do artista baiano e um dos precursores do Cinema Novo .
Durante o festival, o secretário de Cultura e das Utopias de Maricá, Sady Bianchin, também vai promover debate sobre a perseguição sofrida por Glauber Rocha, durante a ditadura militar. Documentos revelados, em 2014, pela Comissão da Verdade, indicaram que o governo militar perseguiu Glauber Rocha, até mesmo, no exílio, em Portugal. O Serviço Nacional de Informações da ditadura brasileira acompanhava as entrevistas de Glauber aos jornais estrangeiros, com críticas ao regime.
“- Os três principais filmes de Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe (Prêmio de Crítica do Festival de Cannes e Prêmio Luis Bunuel ,na Espanha)
e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, são considerados como fundamentais, na crítica social aos anos 60 e na ruptura com os padrões impostos pelo estilo importado dos EUA. Um dos precursores do Cinema Novo, Glauber Rocha foi considerado como subversivo pelo governo militar instaurado em 1964. Em 1971, ele fugiu para o exílio, em Portugal e só voltou ao Brasil, em 1981, para ser internado no hospital, onde morreu, com problemas pulmonares, no Rio de Janeiro”- disse Sady Bianchin .
Foto (Wikipedia): Glauber Rocha.


