Martha Rocha protocolou pedido de cassação de Thiago Rangel, preso na Operação “Unha e Carne”, da Polícia Federal
Rio de janeiro

Martha Rocha protocolou pedido de cassação de Thiago Rangel, preso na Operação “Unha e Carne”, da Polícia Federal

Martha Rocha protocolou pedido de cassação de Thiago Rangel, preso na Operação “Unha e Carne”, da Polícia Federal Rio de janeiro
 A deputada estadual Martha Rocha (PDT-RJ) entrou com protocolo para que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro envie ao Conselho de Ética uma representação com pedido de cassação imediata do mandato do deputado Thiago Rangel (Avante), com base  nas investigações da Operação “Unha e Carne”, da Polícia Federal. O parlamentar teve  prisão preventiva decretada por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
“- O teor das investigações ultrapassa qualquer limite ético e moral. O mandato é um compromisso com a sociedade. Usar essa cadeira para desviar dinheiro da educação, planejar atentados e negociar cargos com traficantes é inaceitável”- disse Martha Rocha.
  De acordo com a deputada do PDT,  é uma contradição que Thiago Rangel ( Avante) tenha sido afastado por decisão do ministro Alexandre  de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e, mesmo assim, continue a manter o seu gabinete parlamentar na Alerj.
“- Na prática, o deputado continua atuando indiretamente na Casa, o que vai de encontro à decisão do ministro. Manter essa estrutura com o dinheiro do contribuinte é permitir que a influência política de um investigado por conexão com o crime organizado permaneça ativa dentro do Parlamento. Portanto, o pedido de cassação visa não apenas punir um deputado por violar o Código de Ética, mas especialmente afastar a influência nociva do crime organizado dentro da Alerj”, disse a deputada, durante a sessão da Alerj,  no plenário .
Martha Rocha pediu a Mesa Diretora encaminhe o caso ao Conselho de Ética, dispensando a necessidade de sindicância prévia.
“Não há o que esperar quando os fatos são públicos, documentados e de extrema gravidade. A Assembleia precisa dar uma resposta rápida e rigorosa para proteger a dignidade do Parlamento e o interesse público”- concluiu Martha Rocha.

Foto (Divulgação): Martha Rocha.