Aurélio Wander Bastos *
Jurista, professor de Direito Constitucional, advogado.
O Homem é o criador e o destruidor de sua criação. Estas palavras, combinadas com a modernidade dos mecanismos de aplicação da Inteligência Artificial, nos levam a duas linhas de conclusão:a destruição da histórica narrativa da criação do Homem, e a histórica Inteligência Artificial, que seria um mecanismo de criação e construção do novo Homem no novo mundo.
A inteligência do Homem, viabilizou a convivência de suas próprias criações e os seus níveis de inteligência evoluíram a tal nível que sua inteligência, no cumprimento de seu destino, desenvolveu a própria Intelligentsia, que marcou as nossas gerações intelectuais e desenvolveu a inteligência descritiva. Modernamente, a Inteligência Artificial, que tem proposta de criar outro mundo e de outra forma do Homem ver e viver no mundo, e desmontá-lo através dos Algoritmos, seus arranjos, as dimensões possíveis de enfrentar a inteligência escrita. A IA, ou Inteligência Artificial, é a história futura, se é que ainda existirá história, da derrota do velho Homem, que criou o seu fim, conforme Memórias Políticas da Pandemia (do Autor).
A linguagem dos Algoritmos, a linguagem dos robôs, que se multiplicam independentemente da inteligência humana, e geram realidades que a IA reconstrói a sua inteligência. A redação ou percepção humana, impõe a leitura da escrita digital, e afasta a escrita tradicional: esta linguagem disruptiva da IA, impõe o fim dos livros, o fim das ideologias, o fim do direito, o fim dos dogmas, o fim do romantismo. A história construtiva do Homem é derrotada pela criação da linguagem da IA. Esta linguagem introduz sistemas avançados, ao impor o aprendizado digital, a tal ponto que criou-se uma nova unidade de uso da IA: o tokenmaxxing, que tanto foi usado como valor financeiro, que dificultou e põem em risco as próprias empresas.
Estamos em novo marco civilizatório, com grandes riscos das Universidades perderem os seus sentidos, e o Professor, o monopólio de aprender e ensinar, para novos tempos de uma ditadura teleológica e científica, tipo os Softwares, que invadiram o espaço de percepção.
Estamos na antevéspera do fim das das estruturas sociais, para mergulharmos na sociedade articulada pela Inteligência Artificial: onde estão ausentes os sentimentos do Homem. Será impossível conter o avanço da IA, que faz dos robôs, figuras não apenas competitivas com o Homem, mas em breve, de maior rentabilidade que o Homem do cotidiano.
No curto prazo, os primeiros que poderão serem esvaziados, serão os pobres e os velhos, e aqueles que resistirem.
Da mesma forma que os mecanismos de IA se prestam ao combate das fraudes, podem viabilizar as fraudes. O mundo estaria sob o controle das novas empresas, este é o nosso desafio, a nossa faina se possível, diante das Big Techs (Antropik, Meta, Gemini, Open AI, Amazon, Shopify e outras).

