Com passagem pelo Hollywood Fringe Festival, atriz produz e protagoniza curta selecionado para cinco festivais internacionais
De Brasília para Los Angeles, Nicole Basevi vem construindo uma trajetória que transita entre o cinema e o teatro. A atriz, que já atuava na capital federal antes de se mudar para os Estados Unidos para investir na carreira, estudou no Lee Strasberg Film and Theatre Institute e, desde então, vem participando de produções independentes, curtas-metragens e espetáculos teatrais na cidade. 
Um de seus trabalhos mais recentes marca também uma nova etapa profissional. Nicole produziu e protagonizou o curta-metragem We’re F*cked, dirigido por Maria Jimena Hernandez, que já acumula cinco seleções oficiais em festivais internacionais: New York Mobile Film Festival, Short Way International Film Festival, Folkestone Film Festival, Couch Film Festival e Black Lion Indie Film Festival.
Ambientado em um mundo pós-pandemia, We’re F*cked acompanha uma mulher que vive sozinha, carente e com medo de sair de casa. Na tentativa de preencher esse vazio, ela recorre a um chat de inteligência artificial, estabelecendo uma relação que coloca em cena questões como solidão, isolamento e a presença cada vez maior da tecnologia nas relações humanas.
Além de interpretar a protagonista, Nicole assina a produção do curta, ampliando sua atuação para além da frente das câmeras. A trajetória nos Estados Unidos também já rendeu reconhecimento à atriz, vencedora do prêmio de Melhor Atriz no LSTFI 3×5 Festival.
Dos palcos de Los Angeles ao Hollywood Fringe
No teatro, Nicole integrou recentemente o elenco de Tea for Two, apresentado em junho no Hollywood Fringe Festival. Baseada em Overtones, peça de Alice Gerstenberg, de 1915, a montagem tem direção de Curtis Belz e produção de Sofia Vassilieva.
A comédia dramática explora o conflito entre a imagem que projetamos socialmente e aquilo que realmente pensamos e desejamos. Nicole interpreta uma das personagens centrais da montagem, em um papel que exigiu trabalhar duas dimensões de uma mesma mulher: a imagem moldada pelas expectativas sociais e uma voz interior mais rebelde e livre.
A apresentação marcou o segundo ano consecutivo da atriz no Hollywood Fringe Festival. Em 2025, Nicole também integrou a programação do evento, quando atuou em uma montagem de Romeu e Julieta.
De Brasília para Los Angeles
Antes de se estabelecer nos Estados Unidos, Nicole já atuava em Brasília. A decisão de se mudar para Los Angeles veio acompanhada do desejo de se dedicar integralmente à profissão e aprofundar sua formação como atriz.
Na cidade, estudou no Lee Strasberg Film and Theatre Institute e passou a se inserir na cena artística local, participando de produções para cinema e teatro e construindo uma trajetória em um dos principais centros da indústria audiovisual mundial.
“Mudar para Los Angeles foi uma decisão de me dedicar de verdade à carreira e me colocar diante de novos desafios. Desde que cheguei, tenho aprendido muito a cada trabalho e descoberto também outras possibilidades dentro da profissão. Hoje, poder transitar entre o teatro e o cinema e começar a atuar também como produtora me faz sentir que estou construindo meu próprio caminho e entendendo cada vez mais que tipo de histórias quero contar”, afirma Nicole.
Entre cinema e palco, Nicole Basevi vive agora um momento de expansão profissional. Ao mesmo tempo em que consolida sua atuação no teatro, começa a ampliar sua presença no audiovisual e a assumir novas funções nos projetos dos quais participa, como aconteceu em We’re F*cked, no qual divide as funções de atriz e produtora.

