Bons resultados do setor imobiliário aumentam expectativa para redução de déficit habitacional

Mesmo durante a pandemia, o aumento de vendas de imóveis e lançamentos proporcionam esperanças de crescimento do setor em 2021

A construção civil apresentou bons resultados em 2020 e ainda mantém boas perspectivas para 2021. Mesmo em um cenário adverso provocado pela pandemia, o volume de financiamento imobiliário cresceu 112,8% no primeiro trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020, segundo a Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Entre os principais motivos para o aumento do número das vendas de imóveis estão os juros baixos, o que proporciona condições mais acessíveis para o financiamento de imóveis.

Esse cenário possibilitou o crescimento de vendas em todas as faixas de imóveis, inclusive os de primeira moradia. Somente a MRV, por exemplo, que tem forte atuação neste segmento, proporcionou a mais de 2 mil famílias em Goiás o acesso à casa própria entre os meses de março de 2020 e agosto deste ano, período impactado pela pandemia do novo coronavírus. No ano passado, a companhia teve recordes de vendas líquidas nacionalmente com alta de 39,1% em relação a 2019. Foi o maior volume de vendas em um ano da história da companhia.

Os números positivos do mercado imobiliário aumentam as expectativas de redução do déficit habitacional, que apresentou crescimento nos últimos anos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), o déficit saltou de 5.657.249, em 2016, para 5.876.699, em 2019. O maior aumento foi no número de habitações precárias, que englobam imóveis rústicos e improvisados, passando de 1.296.754 para 1.482.585 durante o mesmo período. Ônus excessivo de aluguel urbano também teve um grande salto, alcançando 3.035.739 famílias ante 2.814.391 atingidas em 2016. Segundo a Agência Goiana de Habitação (Agehab), o déficit habitacional em Goiás alcança cerca de 150 mil casas.

De acordo com o gestor comercial regional da MRV, Tacílio Cantarutti, o otimismo permanece mesmo em um cenário de pandemia, já que o mercado imobiliário continua aquecido. A expectativa é de que só a companhia lance mais de 3 mil unidades habitacionais nas cidades de Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia neste ano. Em junho e julho, a plataforma habitacional apresentou, respectivamente, os residenciais Golden Park e Gran Provence. Ao todo, são quase 1 mil novas unidades habitacionais lançadas somente nos últimos três meses na capital, todas voltadas para a primeira moradia com financiamento pelo Casa Verde e Amarela. Ainda há a expectativa de lançamento de um novo empreendimento em setembro.

Impactos na sociedade

Para Cantarutti, além de movimentar a economia, os novos lançamentos também vão contribuir para a geração de postos. “Além de ser uma opção para reduzir o déficit habitacional , as construções dos novos empreendimentos também vão contribuir para a geração de empregos nas obras dessas regiões, proporcionando ainda mais desenvolvimento para as cidades”, destaca Cantarutti.

“Só no mês de junho, por exemplo, realizamos com processo seletivo para o credenciamento de 30 corretores de imóveis em Goiânia e Aparecida de Goiânia, já que queremos contar com uma boa força de vendas para nos ajudar com essa demanda por imóveis”, completa o gestor da companhia. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o segmento gerou mais de 317 mil vagas de emprego entre junho de 2020 e maio de 2021.

Mais incentivos

A remodelação do programa habitacional Casa Verde e Amarela, antes chamado de Minha Casa Minha Vida, também pode contribuir para diminuir o déficit no Brasil. O programa segue com a missão de facilitar o acesso da população a uma moradia digna. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Regional, o objetivo é contemplar 1,6 milhão de famílias de baixa renda com o financiamento habitacional até 2024.

Ainda de acordo com o ministério, a taxa de juros para quem reside na região Centro-Oeste pode alcançar 4,5%. Além disso, o programa prevê a regularização de 2 milhões de moradias e a melhoria de cerca de 400 mil residências até 2024.

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Redação

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