Colesterol alto e doenças cardiovasculares: entenda a relação entre eles

Um dos mitos mais ultrapassados é acreditar que o colesterol é problema apenas de quem sofre de obesidade

Comemorado em 8 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Colesterol traz um alerta para os riscos de doenças. O colesterol alto é um dos responsáveis pela principal causa de morte no mundo: as doenças cardiovasculares. No Brasil, as doenças cardiovasculares representam as principais causas de mortes. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil indivíduos por ano sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), ocorrendo óbito em 30% desses casos. Estima-se que até 2040 haverá aumento de até 250% desses eventos no país.

O cardiologista hemodinamicista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Ernesto Osterne, explica que a alteração do colesterol é uma doença silenciosa e muitas vezes a pessoa só percebe quando o organismo já está com suas funções comprometidas. E com o coração não é diferente, o órgão sofre ações diretas causadas pelo aumento das taxas de  colesterol que se não forem tratadas a tempo, podem causar a morte.

Entre as complicações mais comuns, causadas pelo colesterol alto estão a  aterosclerose e a arteriosclerose. “A primeira é causada pelo  acúmulo de placas de gordura nas artérias, impedindo a passagem do sangue. Já a segunda se caracteriza pelos depósitos de gordura e cálcio ao longo de toda a extensão de uma artéria, deixando-a endurecida e aumentando a sua espessura. Sendo assim, em ambos os casos, o funcionamento do coração fica comprometido podendo ocasionar infartos, acidentes vasculares cerebrais, morte súbita, entre outros problemas”, explica o especialista.

Mas o que pouca gente sabe, é que problemas com o colesterol não acomete apenas pessoas obesas ou que comem mal. Mesmo quem tem hábitos saudáveis pode ter problemas, pois outro fator de risco para a doença é a hereditariedade. Nesses casos, muitas vezes, o problema é constatado quando há comprometimento do coração, por isso é importante realizar exames regulares. “O colesterol alto só leva as pessoas a procurarem um médico quando o organismo já está debilitado. O ideal é que a pessoa, anualmente, faça alguns exames de sangue para ver se está tudo bem”, completa o Dr. Ernesto.

Outro grupo que preocupa são as crianças e adolescentes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 20% das crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos apresentam níveis elevados de colesterol no sangue, sendo que 8% têm altos valores de LDL e 45% contam com baixas taxas de HDL.  Descobrir se o nível de gordura está elevado nessa fase e iniciar o tratamento é a oportunidade de prevenir doenças no futuro.

 

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Redação

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