Dados auxiliam fabricantes de celulose na tomada de decisão

Digitalização e uso de analisadores são apoio para produtores; falhas no cozimento de madeira representam importantes indicadores de performance e de possibilidades comerciais

Com o avanço da tecnologia e de mecanismos que produzem informações de forma inteligente, como os oferecidos por meio de Inteligência Artificial e Big Data, tomar decisões requer interpretar as informações das máquinas.

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que prevê tendências digitais até 2025, mostra que a digitalização do trabalho confere 25% mais eficiência; de 10 a 40% de redução de custo em manutenção; produção mais flexível e customizada; mais rapidez no lançamento de novos produtos e novos modelos de negócios.

Produtores de papel e celulose já adotam a digitalização de etapas de produção. Diversos KPIs (indicadores de performance) norteiam a qualidade da folha de celulose e a classificam: para analisar o teor de pureza do produto, verifica-se as sujidades, que são falhas no cozimento da madeira. Esses analisadores permitem avaliação correta da celulose, e evitam problemas operacionais para os compradores.

A Valmet, líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para os setores de celulose, papel e energia, desenvolveu uma atualização do analisador de sujidade DCD, Valmet Dirt Count Analyzer, instalado na maior indústria do Rio Grande do Sul, a centenária CMPC, em Guaíba. O equipamento valida a sujidade e alvura de toda a produção das linhas 2 e 3 da fábrica, com uma produção média de 5 mil toneladas por dia de celulose. “Foi identificado que a principal dificuldade era relativa à medição de uma sujidade específica, denominada Yellow Shives. Este fenômeno não gerava contraste mínimo para as câmeras de medição do analisador gerarem imagem”, explica o técnico em aplicações sênior da Valmet, Anderson Mainardes.

Foi desenvolvido pela Finlândia, sede da Valmet, um upgrade do sistema, com câmeras com alta resolução e aplicação de luz azul que apresenta o contraste suficiente para medição da maioria dos Yellow Shives do processo. Com esta atualização e calibração do equipamento, assim como soluções entregues pelas equipes da Valmet, a multinacional finlandesa encontrou formas de aprimorar o equipamento instalado nas máquinas de celulose da CMPC. Estas atualizações e mudanças transmitem dados importantes para as equipes de produção há dois anos.

O diferencial em utilizar o Valmet DCD é para a classificação da folha de celulose em nível comercial. Como ele oferece uma medição rápida, a cada 15 minutos é possível obter amostras e resultados, um maior volume de dados e, também, mais informações para tomada de decisão.

Sobre a Valmet

A Valmet, que em 2020 completa 60 anos de atividades no Brasil, é a principal desenvolvedora e fornecedora global de tecnologias de processo, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia. Sua atuação de tecnologia inclui fábricas de celulose, linhas de produção de papel, cartão e papel, além de usinas de energia para produção de bioenergia. Os serviços e soluções de automação melhoram a confiabilidade, o desempenho dos processos e aprimoram a utilização de matérias-primas e energia.

Em todo o mundo, a empresa finlandesa possui mais de 13 mil colaboradores diretos e, em 2019, as vendas líquidas foram de aproximadamente 3,5 bilhões de euros. A sede está localizada em Espoo, na Finlândia, e suas ações estão listadas na Nasdaq Helsinki. Na América do Sul, as unidades estão localizadas em Araucária (PR), Sorocaba (SP), Belo Horizonte (MG), Imperatriz (MA) e Concepción, no Chile. Mais informações: www.valmet.com.br.

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.