Eleições na Índia terá o maior número de eleitores da história e é marcada por perseguição religiosa
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Eleições na Índia terá o maior número de eleitores da história e é marcada por perseguição religiosa

As eleições na Índia, maior democracia do mundo, têm início em 19 de abril e, além de reunir o maior número de eleitores da história, é marcada por forte perseguição religiosa pelo partido de Narendra Modi.

O partido Bharatiya Janata (BJP), de Modi, deve conseguir o terceiro mandato consecutivo e garantir mais cinco anos no poder. Guiado por uma fé nacionalista Hindu como parâmetro, Modi aguça a luta religiosa na Índia para conquistar votos. “Ele está usando a perseguição religiosa e o ódio religioso para juntar votos. É uma escolha complexa em um país que tem tantas divisões e tantos problemas como a Índia“, diz Trevisan.

Nas últimas eleições, exatamente com esse excesso religioso, o BJP conseguiu 303 assentos dos 543 disponíveis, o que lhe permitiu impor uma política de forte desenvolvimento no país. “A Índia é um dos países que mais cresce no mundo. Em 2023, cresceu 7%, seguido pela China (5%). Todos os demais países do mundo sequer cresceram 3%. Isso dá uma medida exata do avanço da economia indiana”, afirma o professor de relações internacionais da ESPM.

Leonardo Trevisan diz que, ao associarmos o desenvolvimento econômico a esse crescimento demográfico e à perseguição religiosa, torna-se mais fácil compreender porque Narendra Modi provavelmente conquistará um terceiro mandato.

As eleições contarão com 960 milhões de eleitores que irão votar para 543 assentos na Lok Sabha, Câmara baixa do Parlamento, e se desenvolverá em sete fases, sendo finalizada em Junho. “Este número de indianos é maior do que a soma dos eleitores na América Latina e na União Europeia, o que nos dá uma ideia do tamanho e da importância dessa eleição”, finaliza o especialista da ESPM.