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Em homenagem aos 61 anos de Brasília, Izalci destaca que a nova capital mudou a história do país

O senador  lembrou que o sonho de JK  se tornou esperança para  milhares de pessoas, que como sua própria família, chegaram para construir Brasília e uma nova vida

A capital federal completa 61 anos na próxima quarta-feira (21/04) e para homenagear a cidade foi realizada, nesta segunda-feira (19/04), uma sessão especial no Senado, presidida pelo senador Izalci Lucas (PSDB/DF), com a presença de autoridades e personalidades que fazem parte da história de Brasília. Ao destacar a importância da construção da cidade para a integração nacional, Izalci destacou que a consolidação de Brasília como a nova capital mudou a história do Brasil.

“Foi com a construção de Brasília que o Brasil se integrou e se tornou um grande País. Antes de Brasília, não havia estradas suficientemente boas para as ligações entre os Estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Aquelas que havia não faziam a ligação para levarmos as nossas riquezas agrícolas e minerais para serem comercializadas e exportadas”, disse.

Capital da Esperança

Um vídeo institucional contou um pouco da história da cidade que ficou conhecida como a “capital da esperança”. Para Izalci, essa sempre foi a definição de Brasília.

“Tenho certeza de que todas as pessoas que chegaram aqui, em busca de um sonho maior, vieram com o coração cheio de esperança”, disse o senador.

O parlamentar destacou os tempos difíceis trazidos pela pandemia, mas afirmou que em momentos assim, a esperança ganha um significado ainda maior.

“Aos que perderam parentes e amigos para Covid-19, os nossos mais sinceros sentimentos, meu e da minha família. Para os que perderam o emprego ou passam por dificuldades, reforço o meu compromisso de continuar trabalhando incansavelmente pelo desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal”, declarou.

Izalci disse ainda que tem convicção de que o Brasil vencerá a Covid-19 e a certeza de que com o novo tempo que vai chegar, Brasília voltará a ser a capital da esperança, oportunidade e solidariedade.

Memórias

O senador lembrou pessoas que ajudaram a escrever a história de Brasília, entre elas, seu pai Antonio Ferreira, que veio para a cidade em busca de um futuro melhor para a família. Em um momento bastante emocionado, o senador leu cartas que trocou com seu Antonio, quando tinha apenas 12 anos de idade, dando apoio para que a família, que havia ficado em Araújos (MG), se mudasse para Brasília em busca de um futuro melhor.

“Quero contar uma parte dessa minha história, que é a história do meu pai, que veio sozinho e só depois trouxe a família. Na época, eu era estudante no seminário de Itaúna, Minas Gerais, e sabia de seu sofrimento de estar longe da sua esposa, Dona Maria, minha mãe, e de seus filhos, sem falar de nossos avós, tias e primos. Meu pai mandava cartas e eu em alguns momentos respondia para lhe dar força naquilo que acreditara ser o futuro da nossa família”, narrou o senador.

 Saudades

Emocionado, o senador leu trechos de uma das cartas: “Papai, aqui vai tudo bem. Recebi os cartões postais que me mandou e gostei muito. Papai, pense primeiro antes de falar alguma coisa. Acho que se mudarmos para Brasília é melhor. Eu e o Tarcísio [meu irmão] podemos trabalhar em uma venda ou em uma loja e podemos ajudar o senhor em algumas coisas”, leu o senador Izalci.

Em sua resposta, o pai pede que Izalci converse com a mãe a respeito da proposta.

“Combina com a sua mamãe. Eu estou disposto a morar até em um barraco de dois cômodos. Só depende da coragem de sua mãe, mas agora temos que resolver de um jeito ou de outro, eu não suporto mais essa ausência. Se você vier, tem que fazer um terno de casimira azul escuro para a festa de gala. Depois te escreverei contando da possibilidade da bolsa de estudos. Vou ver isso com interesse, porque acho que a gente vem mesmo para aqui. Sei que vamos passar muito aperto, mas vocês, estudando muito, mais tarde podemos ter uma boa vida”, escreveu seu Antonio.

Segundo Izalci, dois anos após essas e muitas outras cartas, a família se mudou de vez para Brasília.

O sonho de Dom Bosco

A contadora de histórias Nyedja Gennari lembrou o sonho profético de Dom Bosco sobre a construção de Brasília. Em agosto de 1883, São João Bosco, mais conhecido como Dom Bosco, sonhou que viajava pela América do Sul – continente que nunca havia visitado. No sonho, ele percorria terras entre a Colômbia e o sul da Argentina, contemplando povos e riquezas. Ao chegar à região entre os paralelos 15° e 20°, encontrou um local especial onde, nas palavras de um anjo que o acompanhava em sua visão, surgiria “a terra prometida”.

Setenta e sete anos depois daquele sonho era inaugurada, no Planalto Central brasileiro, a cidade de Brasília, exatamente no intervalo das coordenadas geográficas mencionadas na visão de Dom Bosco.

Homenagens

Representando o Governo do Distrito Federal, o Vice-Governador Paco Britto afirmou que Brasília é única, pois representa a união de todos os Estados.

“Nossa cultura é rica e miscigenada. Temos que agradecer a JK a determinação e a coragem de ter mudado a Capital do Brasil para o Planalto Central”, ressaltou.

Paco lembrou ainda a crise causada pela pandemia e a dor das famílias que perderam entes queridos. Segundo informou, o GDF está buscando garantir a imunização para toda a população do Distrito Federal.

“Estamos comprometidos em salvar vidas por meio da imunização e, não podemos esquecer nunca e jamais, da economia”, afirmou.

O deputado distrital e vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Rodrigo Delmasso, aproveitou a ocasião para lembrar que a CLDF completa 25 anos de existência este ano e afirmou que a Casa não mediu esforços para aprovar leis que pudessem dar ao Poder Executivo condições para combater a pandemia, garantindo a aprovação de recursos do Tesouro do DF. Segundo o deputado, Brasília não é sua cidade natal, mas a que escolheu para viver com a família e criar seus filhos.

Da terra

A senadora Leila Barros lamentou que pelo segundo ano consecutivo Brasília não poderá ter a celebração que merece.

“O Brasil inteiro está de luto, todos nós perdemos algum amigo ou parente para a Covid-19, certamente não era diante desse cenário de tragédia que eu gostaria de celebrar junto com todos vocês os 61 anos da cidade onde nasci”, disse.

A parlamentar também ressaltou que, com a aceleração da imunização e colaboração de todos, será possível “virar essa página” e resgatar a normalidade.

“Sinto muito orgulho em dizer que não sou apenas representante de Brasília no Congresso Nacional, mas sou de Brasília”, disse ao citar sua trajetória.

UnB

A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, lembrou que a instituição, que completa 59 anos, cresceu junto com a cidade e formou nesses anos mais de 150 mil alunos. Após lembrar a trajetória da Universidade, a reitora falou do momento difícil que todos estão vivendo.

“Fomos todos surpreendidos e a universidade teve que se reinventar como todas as instituições. Participamos ativamente de projetos de pesquisas para superar esse momento difícil e fazemos parte de uma pesquisa de vacinas, em parceria com o Butantan, com a atuação dos nossos pesquisadores”, lembrou.

Mesmo com a pandemia, a reitora afirmou que a UnB conseguiu formar mais 3 mil alunos no último ano. Ela ainda agradeceu a bancada do DF pelo apoio que têm dado à universidade e ao senador Izalci pelo trabalho em prol da ciência, tecnologia e inovação.

Pioneiros

Presidente do Clube dos Pioneiros de Brasília, Roosevelt Beltrão lembrou que Brasília foi feita em apenas mil dias.

“Isso deve-se ao grande presidente JK, que teve a sorte de ter ao seu lado pessoas como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Bernardo Sayão e tantos outros que ajudaram a construir a cidade em tempo recorde”.

Ele aproveitou para pedir que as autoridades olhem pelo clube dos pioneiros, antes que o “detentor da história da cidade” acabe. Para finalizar, parabenizou o senador Izalci por representar Brasília “com excelência, como já era esperado”.

Novos rumos

O 1º Secretário do Conselho de Pastores do Distrito Federal (Copev-DF), Elias Castilho, lembrou que não nasceu em Brasília, mas que a cidade é a capital de todos os brasileiros e a que escolheu para viver. Em nome do Conselho de Pastores agradeceu o convite para participar da sessão e afirmou que estão prontos para ajudar a repensar novos caminhos para a capital de todos os brasileiros.

Desenvolvimento

Presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra-DF), Jamal Bittar afirmou que a indústria está presente desde o início de Brasília.

“Até antes da inauguração, como a indústria de construção civil que foi a primeira atividade em Brasília, na década de 50, quando começou esse projeto maravilhoso”, lembrou.

Segundo Jamal, a melhor contribuição que se dá para a cidade é qualificá-la no âmbito do desenvolvimento da indústria, tecnologia e inovação”, disse ele agradecendo o apoio dedicado por Izalci ao setor.

André Kubitschek, Conselheiro do Memorial JK, afirmou que “nesta data é impossível não lembrar do homem que capitaneou a construção de nossa cidade, superando todos os desafios, com o objetivo de levar melhores condições de vida e mais desenvolvimento ao povo brasileiro: Juscelino Kubitschek”.

Ele narrou a trajetória de JK durante a construção da cidade, atraindo empresas e gerando mais oportunidades para os brasileiros.

“Em mil dias ergueram a mais bela e moderna capital do mundo. Deus abençoe Brasília e o Brasil”, finalizou.

O Arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa, parabenizou a cidade lembrando que a capital nasceu pelas mãos de pessoas que vieram de todas as partes do país para construir a “capital da esperança”.

“Brasília é também a cidade que irradia poder, daqui nascem as pequenas e grandes decisões que iluminam e norteiam a vida de todo esse pais”, lembrou.

Homenagem a JK

Ao final da sessão, o cantor Rafael Silva interpretou a canção Peixe Vivo em homenagem ao fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek. A canção acompanhou momentos alegres e difíceis da vida pública do ex-presidente.

 

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