março 7, 2026
Cultura

Em noite de desagravo, Marçal Aquino autografa livro censurado pela UNiRV, de Goiás

Em noite de desagravo, Marçal Aquino autografa livro censurado pela UNiRV, de Goiás Cultura

A indignação provocada pela atitude da Universidade após um deputado ter classificado como pornográfico o livro “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, mobilizou as principais instituições do país em uma campanha #censuranão. A primeira sessão de desagravo e autógrafos será nesta quarta-feira, 10 de maio, às 18 h, na Livraria da Travessa (Rua dos Pinheiros, 513, Pinheiros, São Paulo). A próxima está sendo agendada no Rio de Janeiro.Em noite de desagravo, Marçal Aquino autografa livro censurado pela UNiRV, de Goiás Cultura

O escritor e jornalista Marçal Aquino realiza sessão de desagravo de autógrafos de três dos seus livros “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, “Faroestes” e “Baixo Esplendor” nesta quarta-feira, 10 de maio, às 18h, na Livraria da Travessa (Rua dos Pinheiros, 513, Pinheiros, São Paulo). As três publicações são da Companhia das Letras. O evento, que faz parte da campanha #censuranão, é realizado como forma de protesto contra a UniRV – Universidade de Rio Verde -, de Goiás, por retirar do seu vestibular a obra “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, simplesmente para atender o pedido do deputado bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) que classificou o livro de “pornográfico”.

A exclusão do livro do vestibular da UniVR provocou uma série de reações contra a censura e em defesa do autor e de sua obra pelas principais instituições do país, entre elas a ABL – Academia Brasileira de Letras -, FEJAJ – Federação Nacional dos Jornalistas -, e SJPSP – Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo -. Desde o episódio, o autor tem sido convidado para noites de autógrafos e palestras por todo o país.

“Não me surpreende esta tentativa de censura partindo de um deputado de perfil conservador, que muito certamente não leu o livro e, de resto, é mais conhecido por seu envolvimento com fake news do que pelo exercício da crítica literária. O que me choca é a universidade aceitar essa tutela, sem nenhum tipo de debate ou contestação. De que vale então ter uma comissão que seleciona os livros que serão indicados ao vestibular?, questiona o escritor.

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