Escritora brasiliense Juliana Valentim é a premiada de 2021 pelo projeto Ler é Legal

Escritora brasiliense Juliana Valentim é a premiada de 2021 pelo projeto Ler é Legal

Escritora brasiliense Juliana Valentim é a premiada de 2021 pelo projeto Ler é Legal

Autora que conta com três livros e Instagram Palavras que Dançam será homenageada pelo MPDFT em novembro

Na internet ou em seus livros, a escritora brasiliense Juliana Valentim levanta as bandeiras da liberdade e da sororidade. “A liberdade é o bem maior do indivíduo, e é por ela que temos que lutar todos os dias”, ressalta a autora que conta com três livros publicados e um perfil de poemas autorais no Instagram. O Palavras que Dançam (@palavrasquecancam) já bate o recorde de quase 50 mil seguidores e inspira milhares de jovens e adultos a viverem e lutarem pelo que acreditam.

A escritora acaba de receber o prêmio “Ler é legal” de 2021 e será homenageada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Dentre os 37 inscritos no concurso realizado desde 2016, a escolhida do ano foi Juliana Valentim, autora dos livros: Manuscritos de um Viajante, de crônicas; Palavras que Dançam, de poemas e sucesso como perfil no Instagram, e o romance O Abrigo de Kulê.

Neste ano, os critérios utilizados para a escolha foram criatividade, originalidade, relevância do tema, clareza e a objetividade textual da obra literária. A premiação tem o objetivo de valorizar a produção literária local e estimular a formação de leitores. A homenagem para a escritora está prevista para novembro. Ela receberá troféu, certificado e terá a obra exposta no MPDFT.

“Eu recebo este prêmio com muita alegria. O meu amor pelas palavras me acompanha por toda a vida. É uma consolidação do meu caminho, das minhas escolhas. Este prêmio eu dedico a todas as pessoas que leem as minhas palavras e meus livros. Iniciativas como esta do MPDFT são muito importantes para a arte. É um incentivo para escrita, para leitura e para fortalecer nossos autores nacionais”, declara Juliana, feliz.

Segundo o coordenador da comissão, promotor de Justiça Nísio Tostes, o prêmio de 2021 reuniu obras e autores de alta qualidade, alguns ainda pouco conhecidos em Brasília. “A ideia para o próximo ano é seguir incentivando a cultura local e criar uma categoria para a literatura infantil, que é uma vertente que pode ser mais explorada, pois o hábito da leitura é criado desde cedo”, pontua.

Escritora brasiliense Juliana Valentim é a premiada de 2021 pelo projeto Ler é Legal
Escritora brasiliense Juliana Valentim é a premiada de 2021 pelo projeto Ler é Legal

Palavras que dançam e dialogam – Em seus discursos, palavras, Juliana Valentim valoriza os diversos movimentos sociais relacionados à liberdade de expressão, causas raciais e direitos humanos. “Estamos em um momento muito importante, com muitas pessoas buscando fazer sua voz. Meu papel como escritora é trazer à tona esses assuntos e amplificar a voz de quem precisa falar”, diz.

Entre as muitas causas abraçadas por Valentim, uma a movimenta em uma espécie de luta constante: a busca da mulher por direitos e espaço na sociedade, inclusive na literatura, que por séculos foi exclusivamente dos homens. “Ver as mulheres ganhando ainda mais força no cenário literário nacional é maravilhoso, e fazer parte disso me traz um orgulho enorme”, comenta.

Juliana gosta de tratar do cotidiano e é impactada por fortes nomes da literatura brasileira como Clarice Lispector, Cora Coralina e Ryane Leão. Além disso, busca compartilhar cada conquista como escritora com outras mulheres, incentivando-as a correrem atrás do que acreditam, sem medo de encarar o preconceito e as injustiças.

Para a escritora, é preciso falar sempre sobre o feminino e incentivar a sororidade, a solidariedade feminina que segue presente e com ainda mais força nos dias de hoje. “Pode até parecer clichê, mas precisamos caminhar juntas. Assim somos mais fortes”, afirma a jornalista, que é também editora da Revista Traços, conhecida por valorizar a cultura e pela inclusão social.

 

Ler é Legal –

Desde 2016, o projeto Ler é Legal incentiva a leitura e cria um espaço de diálogo, respeito e compreensão. Em 2017, a iniciativa conseguiu introduzir a leitura como instrumento judicial na aplicação de penas a autores de infrações penais. O projeto foi vencedor do Prêmio IPL – Retratos da Leitura, na categoria Bibliotecas.  Informações com a Divisão de Cultura do MPDFT: (61) 343-6320.

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Redação

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