Unidos somos mais forte. Essa é a base para construção de uma sociedade justa para todos. O interlocutor da CCIR (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa), Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos, esteve ontem, na FIERJ, em Copacabana, para cumprir agenda com Alberto David Klein – Presidente da FIERJ – Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro

A conversa girou em torno de ações que podem ser incorporadas por ambos os grupos. Que mesmo ́em plena pandemia são alvo de perseguições.

“Muito importante esse diálogo, esse encontro serve para que a gente possa trabalhar contra a intolerância religiosa, para conhecermos também todas as diferenças que existem na nossa sociedade, que muitas vezes nós nem temos conhecimento e que juntos possamos melhorar um pouco a nossa sociedade, na luta contra a discriminação de qualquer tipo”, alegou , engenheiro e empresário Alberto David Klein, que assumiu recentemente a diretoria da FIERJ.

O antissemitismo também se manifesta em todo o Brasil. Terreiros sofrem vilipêndios, sacerdotes são obrigados a deixarem seus espaços sagrados, suásticas são grafitadas nos muros de sinagogas, judeus são agredidos e ofendidos por usarem kipá, hackeam reuniões de cunho religioso para proferir ofensas e semeiam ódio pelas redes sociais.

“Temos muita coisa em comum para fazer uma sociedade mais diversa, melhor para todos. Então, o nosso plano daqui para frente é tratarmos uma agenda junto ao Governo do Estado. Ver também como a segurança pode nos trazer tranquilidade para os adeptos das religiões de matriz africana, estamos cada vez mais inseguros nas nossas comunidades”, alegou o Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos.

O advogado Paulo Maltz e Gustavo José Mizrahi – 3º Vice Presidente da FIERJ, também participaram do encontro. O Babalawô, interlocutor da CCIR, foi acompanhado de Tânia Jandira e Adriana Odara Martins, que fazem acompanhamento às vítimas que sofreram intolerância religiosa.

A CCIR, criada em 2008, tem em seu cerne diversos adeptos religiosos, dentre representantes do candomblé, umbanda, bases evangélicas, católicos, budistas, muçulmanos, judeus, wiccanos, hare krishnas, ciganos, mórmons e outros segmentos, que caminham em prol da liberdade religiosa no Brasil e pelo fim da intolerância. Realiza evento inter-religioso considerado o mais significativo na história do Brasil. Recebe em torno 100 mil pessoas, na caminhada que realiza todo ano, em Copacabana, em prol da pluralidades, humanidades e liberdade religiosa.