Investir no aprimoramento genético é estratégia de multinacional para aumentar a participação no mercado de carne bovina no Brasil

A produção de milhares de doses de sêmen para inseminação artificial, a partir de 30 touros importados dos EUA pela GENEX, deverá injetar mais de R$ 1 bilhão na economia brasileira nos próximos 2 anos

No embalo do momento promissor do mercado de carne bovina do Brasil, a GENEX Brasil – empresa líder em inseminação artificial – investiu US$ 1 milhão em novo plano de negócios para ampliar sua atuação no país. A primeira etapa foi trazer dos EUA, por avião, 10 touros Angus, agora em outubro, para o território nacional com o objetivo de serem direcionados à coleta e venda de sêmen. No início de 2021, mais 20 touros vão desembarcar em solo brasileiro. “Esse investimento é uma demonstração clara de como a empresa acredita no mercado brasileiro”, pondera o Diretor Executivo da GENEX Brasil, Sérgio Saud.

Esses animais têm na sua genética um poder “melhorador” da qualidade da carne de seus descendentes e essa produção deverá injetar mais de R$ 1 bilhão na economia brasileira nos próximos dois anos. “A genética do touro da raça Angus é muito valiosa. O cruzamento desta raça com outras, como Nelore, que representa a maior parte do rebanho nacional de corte, viabiliza a ampliação da oferta de um produto final mais valorizado”, afirma. Entre as características genéticas que diferenciam o Angus estão a capacidade de promover um rápido crescimento dos bezerros, a maciez da carne, a musculatura mais forte.

O Diretor da GENEX afirma que o Brasil vem conquistando um importante espaço na produção de carne bovina, seja ela direcionada para o mercado externo ou interno. Dessa forma, investir na qualidade da carne a ser produzida é importante para garantir a fidelização dos produtores e a satisfação dos consumidores. “A gente enxerga o mercado brasileiro como principal produtor de carne do mundo. A GENEX Brasil foi a primeira empresa a trazer o Angus para o Brasil, de forma comercial, com maior oferta de touros”, explica.

De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve produzir 10,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2020. Caso se concretize a estimativa, haverá um aumento de 3,4% na produção em relação a 2019.

Momento oportuno

O crescimento do setor de carnes leva também ao fortalecimento do segmento de inseminação artificial, o que justifica a boa fase desse segmento no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), divulgados em agosto, o mercado de genética de corte cresceu 47%, no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2019, com mais de 5,5 milhões de doses vendidas.

O objetivo desta importação de touros é aproveitar o momento e aumentar ainda mais o rendimento da criação de gado. A prática de inseminação artificial é a base para uma pecuária mais rentável e, por isso, a longo prazo e considerando todo o processo, o retorno financeiro é enorme. “Esses novos touros vão produzir milhares de doses de sêmen, que serão vendidas e, consequentemente, irão gerar bezerros de alta qualidade, que serão comercializados ou recriados e, posteriormente, vendidos para a indústria de proteína animal. A inseminação é o primeiro passo para alimentar essa cadeia de valor, responsável por injetar uma expressiva quantidade de recursos na economia”, conclui o Diretor Executivo da GENEX Brasil.

Sobre a GENEX

A GENEX Brasil é uma subsidiária URUS, empresa dedicada a fornecer soluções genéticas, reprodutivas e de gerenciamento agrícola que melhoram a qualidade e a produtividade do rebanho. Líder do segmento de inseminação artificial no Brasil, a GENEX segue a mesma filosofia de sua matriz americana: entregar excelência, inovação e valores, através dos produtos e serviços oferecidos a seus clientes.

Sediada no Brasil, desde junho de 2005, a GENEX traz ao país a melhor genética dos touros americanos, sobretudo, das raças Holandês, Jersey e Angus. O foco é na produção, na fertilidade e na busca de uma genética diferenciada. A dedicação e qualidade se repete quando se trata da seleção das raças zebuínas.

A companhia conta com uma equipe técnica de campo altamente qualificada, formada por mais de 180 representantes, médicos veterinários, zootecnistas e técnicos da área, distribuídos por todo o Brasil, e constantemente treinados para oferecer o melhor serviço e realizar uma venda técnica para atender as necessidades dos clientes.

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.