No mês dos avós, o cardiologista dá dicas para conseguir a longevidade

Profissional do ICTCOr alerta para os cuidados com o envelhecimento cardiovascular

No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 29 milhões de pessoas estão na faixa etária para pessoas consideradas idosas. Esse número representa 14% da população do país. Em 2018, uma pesquisa realizada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), revelou que somente no DF residem mais de 300 mil idosos.

Diante de uma população tão grande e para celebrar o mês em que é comemorado o Dia dos Avós, o cardiologista hemodinamicista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Evandro Osterne, fala sobre o que fazer para manter a saúde do aparelho cardiovascular, mais especificamente o coração, dos efeitos do envelhecimento que se tornam particularmente mais marcantes e com grande potencial de morbi-mortalidade.

Neste sentido as paredes do coração, das artérias e das veias se tornam mais enrijecidas, determinando o que se chama de arteriosclerose e fleboesclerose.

O que se sabe hoje em dia de maneira consensual é que a adoção de hábitos de vida saudáveis e a correção dos chamados “fatores de riscos” passíveis de correção prolonga de maneira marcante a vida e com bom nível de qualidade.

“O médico pode cooperar bastante na adoção destas medidas, principalmente o cardiologista fazendo a sua parte e as pessoas, ponto da vida, “aderindo” o tratamento quando for o caso”, explica.

Dicas para cuidar da saúde do coração a longo prazo

Praticar atividades físicas. É natural ficar mais sedentário conforme o envelhecimento, mas segundo Sobral, manter uma rotina com exercícios de forma regular ajuda o corpo de forma geral.

“Além de evitar o ganho de peso, a prática reduz o risco de problemas com diabetes, hipertensão e colesterol alto, grandes vilões da longevidade. O exercício ainda libera substâncias que melhoram o humor e trazem bem-estar, combatendo também a depressão”, lembra Dr. Evandro Osterne.

Manter a alimentação em equilíbrio – Quando se envelhece, o metabolismo tende a diminuir e o corpo gasta menos energia para realizar as mesmas atividades de antes. Por isso é importante manter uma alimentação adequada também nesse período. Alimentos naturais (verduras, legumes, carnes, peixes, frutas) são ótimas escolhas. Contudo, é preciso evitar doces, frituras, fast-food e comidas ultra processadas.

Dormir Bem – Por questões hormonais os idosos tendem a necessitar de menos tempo para o repouso. Porém, é importante manter a regularidade de seis a oito horas de sono diários. Isso ajuda a recuperar o organismo e acordar energizado para encarar o próximo dia.

Exercitar o cérebro – Muitos idosos tendem a não se preocupar em aprender novas tarefas ou, até mesmo, não manter as atividades intelectuais que sempre foram acostumados a fazer. Continuar exercitando o cérebro é importante para reduzir o risco de demências, como por exemplo o Alzheimer.

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Redação

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