Além da higienização frequente das mãos, uma alimentação saudável e equilibrada, com o consumo de alimentos que fortalecem o sistema imunológico, também ajudam no combate da doença. Segundo nutricionista, leite é um desses itens que ajudam nas defesas do organismo

Apesar de a higienização ser a principal forma de evitar o contágio, a alimentação também é uma forte aliada para fortalecer o sistema imunológico e na recuperação da doença. “Os nutrientes e vitaminas são essenciais para ajudar o organismo na defesa e na reabilitação da doença”, destaca a nutricionista Carolina Fernandes Nobre, que atende no Órion Complex. 

Segundo a profissional, minerais como o Zinco e as proteínas estão entre os elementos que ajudam no fortalecimento do sistema imune e, consequentemente, no combate ao Coronavírus. “O zinco é um mineral importante para ativar o sistema de defesa e está presente nas oleaginosas como castanha de caju, nozes além da carne vermelha.  O leite, especialmente se for enriquecido com vitaminas, contribui como fonte de proteínas que repõem as energias nas células”, destaca a nutricionista. Outras duas substâncias que são essenciais para a imunidade humana são a vitamina D, que pode ser obtida por meio da exposição solar, e a vitamina C, presente nas frutas cítricas como a acerola, laranja e limão. Essas vitaminas auxiliam e potencializam o  sistema imunológico”, afirma Carolina Nobre.

No caso do leite, um estudo publicado pelo Journal of Nutrition, da Inglaterra, aponta para seu importante papel  no fortalecimento do sistema imunológico e como ele se torna um grande aliado junto as ações de prevenção ao Coronavírus (Covid-19).  Isso porque o leite é a principal fonte natural de cálcio, mineral que tem um papel central na regulação, sobrevivência, ativação e proliferação de células do sistema imune, como os linfócitos, essenciais para combater as infecções.

Não por acaso, outra matéria publicada no portal https://www.terraviva.com.br/, repercurte um boletim da Embaixada do Uruguai na China que divulgou informações através do Instituto Nacional do Leite (Inale). O documento destaca que no país asiático as indústrias de laticínios estão incentivando o consumo de seus produtos em toda a população, para as grávidas ou lactantes por exemplo, a indicação de consumo é de pelo menos um litro e meio por dia.  O texto mostra que já houve um aumento de 13% no consumo no País, segundo a Consultoria IPSOS, que realiza pesquisa de mercado.

*Sobre o Covid-19*
Até a manhã da última terça-feira (17), segundo o Ministério da Saúde, eram 234 casos confirmados e 2.064 suspeitos no Brasil, e neste mesmo dia foi confirmada a primeira morte no País em decorrência da Covid-19. Conforme informação divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, onde ocorreu o primeiro óbito oficial devido à doença, o paciente era um homem de 62 anos que sofria de diabetes e hipertensão, e não tinha histórico recente de viagens para o exteriro.

o Coronavírus já vitimou mais de 7.000 pessoas em todo mundo. Há casos de transmissão comunitária em São Paulo e no Rio de Janeiro e nove casos confirmados em Goiás. Número que pode mudar a qualquer instante. A transmissão do vírus se dá pelo ar ou contato com as secreções contaminadas, como espirro, tosse e catarro. Pessoas próximas a cerca de 1 metro do infectado estão suscetíveis à infecção.

Os sintomas são bem parecidos com o de um resfriado, mas incluem febre, tosse, dificuldades para respirar e coriza. Em alguns casos mais graves, há pneumonia. Para se prevenir é importante higienizar as mãos com frequência, evitar o contato com os olhos, nariz e boca, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e limpar e desinfetar os objetos tocados com frequência. “A boa alimentação deve ser vista como um coadjuvante importante para o fortalecimento do sistema imunológico, mas deve ser adotada com todas as dicas de prevenção da doença para que se tenha mais sucesso”, explica a nutricionista Nobre.

Higienização das mãos, cobrir o rosto ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações são algumas das orientações do Ministério da Saúde para evitar a contaminação e a propagação da doença, sendo que os cuidados devem ser ainda maiores com o grupo de risco (pessoas com baixa imunidade, doenças crônicas – diabetes ou hipertensão, por exemplo – e pessoas com mais de 60 anos).