Setembro Vermelho: mês destinado à saúde do coração

Em 29 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração, por isso este mês foi batizado como Setembro Vermelho

“A conscientização sobre as doenças cardiovasculares é vital para controlar o número de óbitos relacionados ao coração, por isso a Campanha Setembro Vermelho é tão importante, pois visa conscientizar a população  de como evitar casos de infarto, derrame e outras complicações”, explica o cardiologista hemodinamicista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Ernesto Osterne.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são as principais causas de óbito no mundo. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 14 milhões de brasileiros têm alguma doença no coração e cerca de 400 mil morrem por ano em decorrência dessas enfermidades. Durante a pandemia, de acordo com dados da SBC, as mortes por doenças cardiovasculares tiveram um crescimento de até 132%.

Além do sistema respiratório, a Covid-19 pode afetar o coração, cérebro, rins, entre outros, ocasionando alterações agudas que se manifestam de maneira individualizada nas pessoas. Por causa do novo coronavírus, muitos pacientes deixaram de ir ao médico com medo de se contaminar, mas, infelizmente, as mortes por infarto, acidente vascular cerebral (AVC), entre outras doenças cardiovasculares, continuaram a acontecer.

“Foi observado que muitos pacientes com a Covid-19, mesmo sem problemas no coração, desenvolveram danos cardíacos e vasculares, levando ao aumento significativo da mortalidade. Soma-se a esses fatos a ocorrência de arritmias cardíacas de vários tipos, infarto e morte súbita, que complicam muito a evolução dos pacientes, aumentando o risco de morbidade e mortalidade. Estar curado não significa que o vírus deixou o organismo da pessoa ileso. Sequelas podem perdurar por meses, inclusive nos indivíduos que tiveram a forma leve da infecção. O acompanhamento médico deve seguir nos meses subsequentes para uma avaliação mais ampla e segura”, disse o Dr. Ernesto.

Falta de ar, fraqueza, tontura, pernas inchadas, dor no peito e pontas dos dedos azuladas estão entre os principais sinais que indicam a possibilidade de algum comprometimento das funções cardíacas. Além disso, caso a pessoa não tenha sintomas como estes, mas deixou de fazer exames durante a pandemia, reduziu a prática de atividades físicas e/ou percebeu aumento significativo de peso neste período, é recomendado realizar avaliação médica.

Doenças no coração em crianças, adolescentes e adultos jovens

Não são somente os adultos que podem ter problemas no coração. Às vezes, o bebê também pode nascer com problemas cardíacos. São as chamadas cardiopatias congênitas, malformações no coração que ocorrem durante o desenvolvimento do feto. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1% dos bebês nascidos vivos têm o problema, com aproximadamente 29 mil novos casos por ano.

Há vários tipos de cardiopatias congênitas. Algumas podem até passar despercebidas, sem sintomas ao longo da vida. Outras demandam apenas acompanhamento médico e eventual tratamento. Mas há casos que exigem cirurgia, às vezes intrauterinas ou já no nascimento. O diagnóstico precoce, ainda durante a gestação, é fundamental para evitar complicações e para definir a melhor estratégia de cuidado.

Segundo o Dr. Osterne, outro grupo que é necessário atenção são os adultos com menos de 30 anos. “O jovem se tornou cada vez mais sedentário. A prática de atividade física reduz os níveis de colesterol no sangue e contribui para o controle da pressão arterial, que é primordial para a prevenção de doenças cardiovasculares”, comentou.

Portanto, a conscientização, mudança de estilo de vida e acompanhamento médico regular tornam-se urgentes, inclusive, para os mais jovens.

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Redação

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