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Tabaco: Apague essa ideia

Fumado em qualquer uma de suas formas, cigarro causa a maior parte de todos os cânceres

Associado ao desenvolvimento de mais de 50 problemas de saúde, entre eles mais de 15 tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago), o tabagismo é a principal causa de doenças do aparelho respiratório e cardiovasculares

Entra ano, sai ano e o assunto não muda. Os alertas continuam os mesmos e as dores também. De acordo com o médico oncologista clínico, Gabriel Felipe Santiago, além de estar associado ao desenvolvimento de mais de 50 problemas de saúde, entre eles mais de 15 tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago), o tabagismo é a principal causa de doenças do aparelho respiratório e cardiovasculares.

“A dependência do tabaco mata, todos os anos, mais de 8 milhões de pessoas. Embora cerca de 7 milhões dessas mortes resultem do uso direto do tabaco e seus derivados, 1,2 milhão são de não-fumantes. Indivíduos que, sem optar, ficaram expostos ao fumo passivo”, aponta o oncologista.

Câncer de pulmão

O hábito faz parte do dia a dia de mais de 20 milhões de brasileiros, o que aumenta os riscos de complicações em casos de contaminação por Covid-19. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil — isso sem contar o câncer de pele não melanoma. O tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são importantes fatores de risco para o desenvolvimento da doença. “Em cerca de 85% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco”, cita Gabriel.

O tabaco, segundo o oncologista clínico, fumado em qualquer uma de suas formas causa a maior parte de todos os cânceres de pulmão. “Os produtos de tabaco que não produzem fumaça também estão associados ou constituem fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de cabeça, pescoço, esôfago e pâncreas, assim como para muitas patologias buco-dentais”, completa.

Sintomas

No estágio inicial, o câncer de pulmão não apresenta sintoma. “Mas nos quadros avançados aparecem tosse, falta de ar, chiado no peito, presença de sangue no escarro, perda de peso e apetite, falta de ar, dor no peito”, alerta Gabriel. O tratamento da doença varia muito de acordo com estágio da doença. “Por essa razão, um médico deve ser consultado com frequência para avaliação e exames de rotina”, afirma.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pulmão deve atingir 30,2 mil brasileiros até o fim do ano. Recentemente o assunto ganhou espaço, mais uma vez, nos noticiários. A cantora Rita Lee, de 73 anos, anunciou a descoberta de um tumor no pulmão esquerdo. A cantora segue com tratamentos de imunoterapita e radioterapia.

Tratamento inovador

A imunoterapia, segundo Gabriel, é uma ferramenta bastante indicada para pacientes que lutam contra o câncer, principalmente em meio a pandemia de Covid-19. “Ela trabalha fortalecendo o sistema imunológico do paciente, ou seja, não destrói diretamente as células cancerosas, mas sim estimula o próprio sistema imunológico da pessoa para que ele faça isso”, explica.

E um dos principais tipos de imunoterapia utilizados para o tratamento oncológico, segundo o oncologista, são inibidores de checkpoints imunológicos. “Essas proteínas, quando entram em contato com as células do câncer, fazem com que o sistema de defesa do paciente não reconheça a célula cancerígena como agressora. Essas novas drogas vão inibir esse ciclo e dessa forma a célula tumoral passa a ser reconhecida como agressora. Dessa maneira, os linfócitos vão ter uma maior atividade, reconhecendo e auxiliando no combate às células do câncer, uma vez que essas proteínas que iriam ‘desligar essas células’ são inativadas.

Eficácia

A Agência Nacional de Saúde (ANS) já aprovou no Brasil imunoterapias para melanoma metastático, câncer de bexiga, câncer de pulmão nas pequenas células, linfomas de Hodgkin, tumores de cabeça e pescoço e câncer gástrico. “Casos recentes mostram que a combinação da imunoterapia, isoladamente ou em combinação com outros tratamentos, pode trazer taxas de resposta superiores aos tratamentos quimioterápicos convencionais em diversos tipos de neoplasias malignas”, enfatiza o médico.

De acordo com Gabriel, com o uso da imunoterapia, o aumento da sobrevida do paciente é considerável, principalmente em comparação com as terapias convencionais, como a quimioterapia. “Além desses ganhos, a diminuição da ocorrência dos efeitos colaterais é visível, o que possibilita o tratamento em pacientes idosos e com outras doenças pré-existentes”, ressalta.

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