Pelo menos quatro peças de alunos e professores universitários competem na segunda edição do prêmio realizado pela Grupo Tripé

As produções acadêmicas das artes cênicas invadiram o Prêmio Web de Teatro, realizado pelo grupo Tripé. Na edição deste ano, são pelo menos quatro produções criadas, ensaiadas e apresentadas dentro do contexto universitário.

Dentre elas, estão as peças “Arrã”, dirigida por Luís Humberto Beltrão e “Fragmentos”, sob direção de Lorena Matos. Professores também participaram: as peças “As Centenárias” (direção de Dênis Camargo) e “Toc Toc” (dirigida por Liliane Rímole) também concorrem ao prêmio.As quatro peças – que foram produzidas por alunos e professores do Centro Universitário IESB – foram apresentadas no IESB em Cena, evento realizado pela própria instituição em que os alunos são responsáveis por coordenar todo o processo artístico.Desde a criação até a direção e execução da obra. De acordo com a coordenadora do curso de Teatro do IESB, Lenka Neiva de Souza, a presença de quatro peças do IESB na disputa do Prêmio Web de Teatro é resultado da teoria alinhada à prática. “Quando o aluno chega no sexto semestre, ele já tem embasamento prático e teórico para montar um espetáculo”, afirma.

Obras

Na categoria Montagem Acadêmica, a peça “Fragmentos”, sob direção da aluna do sétimo semestre de Teatro no IESB, Lorena Matos, traz personagens da literatura para interagir entre si. “Paixão Segundo GH” e “Uma Aprendizagem” ou “O Livro dos Prazeres”, da escritora Clarice Lispector tiveram dois personagens exportados para a peça. Além disso, “O Pequeno Príncipe”, clássico escrito por Antoine de Saint-Exupéry, também ganha espaço na encenação.O enredo envolve duas personagens que vivem em tempos diferentes: GH (Mola Ferreira), que vive em 1979, e Ângela (Larissa Luz), que está em 2019. Por meio do texto de Clarice Lispector, as duas personagens expressam como se sentem em relação ao mundo e à forma como amam a si mesmas. “Elas mostram esses sentimentos até que surge um conflito entre elas. A personagem Ângela não sabe como encontrar o amor por si mesma”, explica.

Para ajudar a resolver o caso, o personagem Ulisses (extraído de “O Pequeno Príncipe”), interpretado por Hiêgo Porto, entra em cena e tenta ajudá-las a achar o amor próprio. “Ele representa o sincretismo entre as religiões Católica e Umbanda e aparece para ajudar as personagens a resolver seus conflitos internos”, acrescenta Lorena.

A obra “Ãrrã” (candidata a Melhor Espetáculo Universitário) é uma adaptação de peça homônima do autor brasileiro Vinícius Calderoni. A narrativa retrata momentos da vida do personagem Pedro Paulo, interpretado nessa versão em alguns momentos por Carolina Andrade e em outros por Gabriel Pogó. “Eles dividem a encenação do mesmo personagem em diferentes momentos da vida. Tem cena com os filhos dele, com a ex-namorada, com o pai, a mãe, por aí vai”, detalha Luís Humberto Beltrão, diretor da releitura.

O diretor conta que está muito alegre de ter sido selecionado para o Prêmio Web de Teatro e conta que, apesar das dificuldades, entende que o retorno do trabalho foi positivo. “Recebemos convites para apresentar a peça em outros lugares e o retorno do público tem sido bem positivo. Nós ensaiamos em corredores e, mesmo com a dificuldade, a peça saiu.”, comemora.

As Centenárias

“As Centenárias ou Filho da Morte” é uma peça teatral tragicômica que traz as personagens Socorro e Zaninha. Elas são duas carpideiras tradicionais responsáveis pela passagem dos mortos que lutam pela própria sobrevivência. O espetáculo possui dois planos temporais: um no passado e outro no presente. No atual, as centenárias aguardam o corpo de um moribundo para realizarem a sua função. Enquanto o morto não chega, elas relembram alguns velórios marcantes e ainda revelam suas artimanhas para enganar a morte. A obra foi dirigida por Dênis Camargo de Oliveira (artista-docente).

Toc Toc

Também produzida pelos alunos do final do curso de Teatro do IESB, a obra faz uma reflexão sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), que pode se manifestar de várias formas. Na trama, os personagens irão se conhecer em uma sala de espera no consultório. Todos sofrem do transtorno e, ao longo da peça, situações cômicas ocorrem à medida que cada paciente demonstra a peculiaridade de sua patologia. A direção é da professora Liliane Rímoli.

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.