A segurança residencial é uma preocupação constante dos moradores das grandes cidades brasileiras. Devido aos crescentes índices de arrombamentos de casas e condomínios, principalmente no período de férias, os gastos com dispositivos de segurança tendem a aumentar. No Distrito Federal, segundo as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF), em abril de 2020, os roubos a residências apresentaram o maior índice de casos do primeiro quadrimestre do ano. Foram 59 ocorrências registradas.

Para a equipe de segurança do Estado, os criminosos observam e estudam a rotinas dos moradores antes de executar o crime. Nesse sentido, a automação residencial e/ou em edificações auxilia com mecanismos para dificultar essa percepção para as más intenções, conforme explica o diretor da Seype Engenharia, Júlio Seype.

“A automação atua junto a várias vertentes: conforto, praticidade, segurança, entre outras. Com automação é possível, por exemplo, realizar programações para simular presença de pessoas, mesmo na ausência. Utilizar sensores em portas e janelas para identificar presenças de movimento. também pode-se fazer funcionar iluminação, ligar som, TV, tudo como se a edificação estivesse ocupada. Além disso, é possível integrar o sistema de alarme à automação para o caso de ter uma residência invadida”, detalha o engenheiro.

O mercado de segurança residencial conta com diversas oportunidades de serviços para melhor atender a quem procura utilizar a tecnologia. Segundo a Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial – AURESIDE, o setor cresce, uma média, de 10% ao ano e as empresas de automação residencial estão cada dia mais completas, com soluções que trabalham todos os princípios da tecnologia.

Ainda segundo Júlio, outro ponto forte do serviço é atribuído ao conforto e praticidade no dia a dia. Ele defende que a automação residencial é uma nova vertente da engenharia civil onde a tecnologia é utilizada para facilitar o dia a dia e as tarefas que uma pessoa faz em sua rotina e torná-las automáticas.

Como inserir a automação em uma edificação?

O especialista Júlio Seype, ressalta que o projeto de automação pode ser feito de duas maneiras: a primeira delas é incorporar os aparelhos necessários na casa durante o período de construção. A outra é converter uma casa já pronta. Para o especialista, a automação residencial é essencial na economia de energia, na praticidade e também na valorização dos imóveis.

“A integração entre os diversos dispositivos que temos hoje como celular, relógios inteligentes, assistentes de voz já nos permite uma maior comodidade. A automação residencial é tudo isso e um pouco mais. Ao agregar essa tecnologia em casa ainda é possível realizar a redução de consumo de energia. Caminhamos para um futuro em que será difícil ter um lar sem automação. Essa já é uma realidade dos prédios corporativos. Esse é o caminho”, finaliza o engenheiro.

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.