Especialista destaca que os mísseis lançados por rebeldes contra navio de guerra americano não será motivo para retaliação contra Irã 3
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Especialista destaca que os mísseis lançados por rebeldes contra navio de guerra americano não será motivo para retaliação contra Irã 3

Especialista destaca que os mísseis lançados por rebeldes contra navio de guerra americano não será motivo para retaliação contra Irã 3 Internacional
“Chegamos a um ponto em que o homem alterou tanto a natureza que ela já não existe no sentido antigo”, Reinhold Leinfelder. Série produzida entre 2011 e 2017 no Estado de Veracruz, México, um lugar de tormentas e furacões onde a paisagem sempre muda com as pegadas irreversíveis deixadas pelo homem. A natureza está devastada, o meio ambiente nunca mais será o mesmo e nunca voltará ao seu estado primitivo. Antropoceno é um termo cunhado por Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química de 1995. O prefixo grego “antropo” significa humano; e o sufixo “cene” denota as eras geológicas. Portanto, este é o momento em que estamos hoje: a Era dos Humanos, a Era do colapso ambiental. Algumas das fotografias são de longa exposição, algumas chegam a até 10 minutos de exposição à noite. As intervenções são feitas com fogo, pneus, lixo, redes, canos e o homem. São imagens que sugerem uma nova era geológica chamada Antropoceno, que estabelece um vínculo intrínseco e indivisível entre o ser humano e a natureza, como sugere o cientista Paul J. Crutzen. “O Antropoceno representa um novo período na história do planeta, no qual o ser humano se tornou o motor da degradação ambiental e o vetor de ações catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica”. “O ecocídio é um crime contra as espécies animais e vegetais do planeta. Esse crime está se espalhando em larga escala pelo mundo e se agrava a cada dia. A extinção ou grande redução de insetos e, em particular, de abelhas, ameaça a agricultura e a vida selvagem, pois não há reprodução da flora sem polinizadores”. Confirmado o impacto devastador das atividades humanas na natureza, a Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES) da ONU demonstrou que há um milhão de espécies em perigo de extinção. O relatório elaborado nos últimos três anos, publicado em maio de 2019, realizou uma avaliação do ecossistema global com base na análise de 15.000 materiais de referência. O fato é que vivemos em uma sociedade de risco que gera crescentes negatividades. Assim como o desenvolvimento sustentável se tornou uma contradição de termos, o tripé da sustentabilidade se tornou um trilema, de acordo com Martine e Alves (2015). Uma Terra com menos biodiversidade no contexto do aquecimento global não será apenas um lugar perigoso para se viver, mas o planeta pode ter áreas maiores e mais inabitáveis. O aquecimento global, a extinção de espécies e a redução da biodiversidade, juntamente com a perda de fertilidade do solo em uma situação de crise hídrica, podem ser prenúncios de um colapso ambiental e social. O Professor Jem Bendell afirma: “A mudança climática é agora uma emergência planetária que representa uma ameaça existencial para a humanidade”. Ele prevê um colapso ecológico que ocorrerá em um curto período de uma geração. Além do aquecimento global e da perda de cobertura florestal, a humanidade está degradando os solos e as fontes de água doce. O relatório do Painel Intergovernamental de Especialistas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas sobre mudanças climáticas e terra, publicado em 8 de agosto de 2019, mostra que existe um efeito de retroalimentação perversa entre a produção de alimentos e o aquecimento global. O relatório mostrou que o crescimento da população mundial e o aumento do consumo per capita de alimentos (rações, fibras, madeira e energia) provocaram taxas sem precedentes de uso da terra e água doce, e a agricultura representa atualmente cerca de 70% do uso mundial de água doce.
Fonte: Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM e especialista no Leste Europeu e Oriente Médio

Um grupo de rebeldes aliados do Irã no Iêmen lançou dois mísseis balísticos em direção a um navio de guerra dos Estados Unidos, no Mar Vermelho, na madrugada desta segunda-feira (27). Os mísseis caíram a cerca de 10 milhas náuticas, ou 18,5 km, do destróier USS Mason. Segundo Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM e especialista no Leste Europeu e Oriente Médio, os Estados Unidos não irão retaliar o Irã por estes mísseis lançados pelo houthis, no máximo atacará algumas bases deles no Iêmen.

O incidente foi o mais sério envolvendo um dos navios enviados pelos Estados Unidos para tentar impedir o Irã e seus aliados regionais, como os houthis do Iêmen e o Hezbollah libanês, de se envolverem na guerra ao lado do Hamas palestino. “Também não haverá impactos no conflito de Israel contra o Hamas, uma vez que estes mísseis serão abatidos pelos americanos ou pelos sistemas israelenses. A dinâmica da volta dos embates militares será por uma lógica escolhida por Israel”, conclui o especialista.

Gunther Rudzit está disponível para comentar o assunto.

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