A conversa foi com o Head do DataLab do Serasa Experian América Latina, Marcelo Pimenta, e levou aos empresários as novas tendências no uso de dados

Na última semana de janeiro, os associados da Amcham em Brasília tiveram uma manhã de conversa com o Head, Marcelo Pimenta, sobre os avanços tecnológicos no mercado e a importância das empresas se anteciparem aos adventos e benefícios da tecnologia, para manterem a competitividade.

A Serasa Experian é referência no mercado de desenvolvimento e inovação com os seus DataLabs. Esses são laboratórios criados pelo Grupo Experian e Serasa com o foco de analisar e desenvolver ferramentas para o uso de novas fontes de dados.

A ideia da palestra “Mapeando a Inovação com Serasa Experian”  foi contar ao público como o grupo Experian estruturou essas pesquisas e análises ao longo dos últimos quatro anos para desenvolver e experimentar novas tendências de serviços, a fim de expandir os negócios à longo prazo.

Na introdução Marcelo falou sobre as quatro revoluções pelas quais o mercado passou no setor tecnológico nos últimos 15 anos, entre elas a chegada de serviços e empresas como a Amazon e Apple, que foram importantes neste processo, e os novos hábitos dos consumidores, que passaram a ser mais ativos com as redes sociais.

Se antes as empresas tinham a necessidade de criar um banco de dados para chegar no perfil dos clientes, nos últimos anos a exposição diária de relatos nas redes sociais criou uma nova ponte entre as empresas e seu consumidor final, gerando uma nova interação entre o produto e o cliente.

“Antes, pra você conhecer seu consumidor, você tinha que contratar uma empresa que elaborasse um formulário que seria passado à um grupo aleatório de pessoas ou do banco de dados  da empresa, e iam aplicar de três a quatro meses de perguntas, e assim você ia ter uma tomada de dados de uma amostra muito pequena sobre o seu consumidor.

Mas nos últimos anos as pessoas passaram a escrever o tempo todo o que elas gostam, o que elas fazem… E, agora, você pode entender o seu consumidor todas as horas, em todos os momentos e interagir com eles”, conta Marcelo Pimenta, Head do DataLab do Serasa Experian América Latina.

Essa tendência fez com o que o volume de dados armazenados fosse cada vez maior, colocando as empresas em um novo movimento. Um dos exemplos dados por Marcelo é a análise realizada na pesquisa de crédito, um dos serviços mais conhecidos do Serasa Experian: “O mercado de crédito tinha algumas variantes.

Você precisava saber o nome, qual era o salário e se estava endividado ou não, e com essas três informações você fazia uma análise de crédito. Hoje, você tem uma profusão de variáveis muito maiores. Hoje, é possível ver se a pessoa toma mais riscos ou menos risco só pela configuração do celular dela”.

Além de discutir o novo movimento de reunião de dados, destacado por Marcelo como um fenômeno nunca visto na história, o Head falou sobre alternativas de como as empresas podem testar novas possibilidades utilizando esses dados para manter, inovar ou melhorar os serviços prestados. O poder da inteligência artificial nos últimos cinco anos também foi um dos tópicos do encontro.

“O uso de inteligência artificial está cada vez maior, todos os negócios hoje precisam pensar em como utilizar esse sistema para reduzir a dependência de pessoas, e as empresas precisam se preparar para adoção da inteligência artificial”.

Bate-papo com Marcelo Pimenta

Para saber um pouco mais sobre as dicas do Head do DataLab do Serasa Experian América Latina, Marcelo Pimenta, nossa equipe selecionou três perguntas e respostas:

– O que são os ambientes de experimentação e como são criados?

M.P.: Não existe uma fórmula única para você implementar inovação nem programa de adoções de tecnologias. A Experian Serasa tentou criar algo novo: os DataLabs, algo bem sucedido. Isso tudo começou em 2010 nos Estados Unidos, depois foi adotado na Inglaterra, no Brasil e em Singapura. É um meio que a companhia tem de experimentar novos dados, experimentar algoritmos, colocar isso dentro da unidade de negócio, e depois transformar isso em um produto do seu portfólio”.

A.: Um dos tópicos abordados na palestra foram os gargalos de pessoas e a automação. Qual o impacto e as alternativas para as empresas?

M.P.: “Nesse sentido, os principais cérebros do mundo estão ligados à estatísticas, matemática, engenharia, ciência da computação… O número de pessoas que formamos hoje é muito menor do que a demanda existente para criar esses sistemas novos, não só de inteligência artificial, mas toda arquitetura que é necessária para colocar ela no ar.

As empresas reservam orçamento para isso, mas não têm pessoas especializadas para fazer essas implementações. Então esse é um ponto importante, porque às vezes a gente perde competitividade por não ter esses perfis. Uma das alternativas é a empresa começar a escrever sistemas autônomos, onde faz parte do sistema esse trabalho de análises. É como se automatizasse o papel do Data Science, que é a pessoa responsável pela pesquisa. Então, você constrói algoritmos para construir algoritmos”.

A.: Existe um pré-requisito para a implantação de inovação ou qualquer empresa pode trabalhar com o tema?

M.P.: “Você precisa de uma ou duas pessoas para começar, porque antes de sair contratando, a empresa precisa ter muito claro qual o objetivo que ela quer com a inteligência artificial.

Então, ela precisa começar a pensar em substituir tarefas. Muito tem se falado na substituição de Call Center. Então, a primeira coisa que se faz é substituir as tarefas, como por exemplo: reconhecer na voz da pessoa o tipo de problema, e encaminhar  esse problema para um determinado setor. E você com o tempo vai aperfeiçoando, até que o sistema possa interagir direto com o consumidor final”.

Para participar dos próximos encontros, é possível fazer a inscrição por meio do aplicativo da instituição – Amcham Brasil – disponível para Android e IOS. A agenda com os próximos eventos está disponível no https://www.amcham.com.br/brasilia

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.