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Comércio de vizinhança ganha destaque nesta Páscoa

Expectativa de vendas é melhor e confeiteira de Goiânia analisa mudanças que a pandemia trouxe para os pedidos

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em 2021 haverá um crescimento de 10% a 15% nas vendas de produtos ligados à Páscoa, em relação ao ano passado. A expectativa da entidade é que mesmo com impacto da pandemia, a comercialização de ovos de páscoa e outros derivados de chocolate deve ser melhor do que em 2020. A confeiteira Lais Mesquita Coelho está percebendo este aumento na prática. “Para mim a procura já é mais que o dobro que a do ano passado”, analisa.

Ela buscou diversificar seus produtos e acredita que isso também está contribuindo para o crescimento dos pedidos. “Os ovos de colher são os que mais saem. Porém, agora também tenho o trio de ovos, que são menores e neste ano também abrimos o cardápio de ovo de páscoa diet e zero lactose, que estão sendo bem procurados”, revela. “Tenho ainda o kit mini confeiteiro, que é o kit das crianças, para que elas montem seu próprio ovo. Possui a casca, o recheio separado e três tubetes com confeito. Eles mesmos vão rechear seu ovo e ainda ganham um coelhinho, sai bastante”, destaca.

Lais percebeu que a pandemia mudou os pedidos dos clientes. “Eles estão buscando ovos menores, pois não estão se reunindo para dividir o ovo de colher. E os menores também são boas opções para lembrancinhas”. A confeiteira, que recebe pedidos pelo perfil do Instagram @laismesquitaconfeitaria, afirma que este é um dos melhores períodos do ano para sua área. “Páscoa, Natal e Ano Novo são as melhores épocas”, conta ela, que inclusive contratou um entregador para a Páscoa de 2021.

Comércio de vizinhança

Laís Mesquita ressalta que neste um ano de pandemia não teve a renda tão prejudicada em razão das vendas para os vizinhos. “No início da pandemia foi um choque para nós, pois trabalhávamos com duas feiras fora do condomínio, que davam uma renda muito boa. Então vimos essa oportunidade de vender mais dentro do condomínio, o que melhorou muito a quantidade de pedidos. Antes, o meu foco maior era fazer feira. Agora é ao contrário, a minha clientela maior é dentro do condomínio e faço apenas algumas entregas nos bairros próximos”, analisou ela sobre as vendas que faz para os vizinhos do Residencial Aldeia do Vale, em Goiânia, onde mora há dois anos.

Aos 24 anos, Laís relembra que tudo iniciou há dez anos. “Eu comecei a trabalhar com doces tinha cerca de 14 anos, minha mãe trabalhava com bolos e quando as pessoas queriam também docinhos nas encomendas ela sentia dificuldade em fazer tudo sozinha e me colocava para ajudar. Com o tempo fui melhorando, até o ponto que ela falou que eu já estava melhor que ela”, recorda. Ela conta ainda que chegou a cursar 80% da graduação de engenharia civil, mas abandonou pela paixão aos doces. Há dois anos ela conta com a ajuda do noivo, Victor Yuske, em seu negócio.

“A gente tem vendido durante a semana muitos bolos caseiros, bolos piscina e os bombons no pote, que são como bolos no pote, mas tem mais recheio. E nos finais de semana vendemos sobremesa, torta na taça, pudim, brigadeirão”, destaca Lais Mesquita sobre os pedidos da vizinhança. Dentro do Aldeia do Vale também existe uma feira semanal, suspensa no momento devido a pandemia, onde moradores e convidados comercializam seus produtos e da qual a confeiteira também participa. “Durante a feira eu faço produtos menores como brigadeiros, docinhos, bombons, palha italiana, biscoito de nata”, detalha.

Para a confeiteira, o comércio de vizinhança é prazeroso. “Nossas vizinhas são muito participativas, me ajudam muito, gostam dos nossos produtos. Está sendo muito boa a aceitação e eu sou muito aberta aos feedbacks, então eu peço para saber o que elas querem que melhore, o que querem de novidade, se querem que eu faça teste de alguma sobremesa e tem dado certo”, destaca Lais. “Uma facilidade para elas também é que dentro do condomínio eu não cobro taxa de entrega. Além disso, recebem o produto bem mais fresco. Por exemplo, conseguem receber o bolo quentinho. Eu acho que isso é um diferencial”, completa.

Crédito das fotos: Gabriel Di Aquino

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