Como é ter um Tesla no Brasil?

Como é ter um Tesla no Brasil? Bruno Maciel conta que já passou perrengue

Menor emissão de gases poluentes, tecnologia e conforto chamam atenção, mas o modelo ainda tem pouco suporte no país

Os carros elétricos, sem dúvidas, são os automóveis do futuro. A tecnologia vem se tornando bastante popular em países da Europa e também nos Estados Unidos. No Brasil, porém, o avanço esbarra em impostos extremamente altos e o risco de não conseguir o suporte necessário para aproveitar toda a inovação que um Tesla pode oferecer.

Como é ter um Tesla no Brasil?

Bruno Maciel, especialista em redes sociais e tecnologia, faz parte da pequena parcela da população brasileira que possui o modelo e conta que por mais vantajoso e sustentável que seja o automóvel, isso não o impediu de passar por perrengues. “Na cidade onde moro, faltavam adaptadores para que eu pudesse recarregar o automóvel. Consegui instalar um carregador na garagem da minha casa cinco dias após a compra e a partir daí as coisas melhoraram”.

Em Balneário Camboriú, Santa Catarina, onde Bruno reside, gradualmente empresas estão investindo no suporte aos carros. O mesmo acontece em cidades próximas. “Ano passado, em um dos shoppings de Florianópolis, havia apenas duas vagas para o Tesla. Agora, em novembro de 2020, o local já conta com 10 carregadores/vagas próprias para elétricos. Enxergo isso como um avanço”.

O problema surge apenas quando Bruno Maciel precisa viajar distâncias maiores. “Aqui na minha região de Santa Catarina existem muitos carregadores rápidos nas rodovias. Agora, se eu fosse visitar minha família em Minas, por exemplo, até conseguiria ir, mas controlando a velocidade e levando mais tempo que o normal, já que precisaria usar alguns pontos de recarga lentos por não haver um ponto sequer de recarga rápida em alguns trechos”, aponta.

Como é ter um Tesla no Brasil?

Além do preço do automóvel não ser tão atrativo, Bruno conta que é preciso assinar um termo de responsabilidade assumindo que o país onde o carro será usado (nesse caso o Brasil), não possui suporte para o automóvel. “Esse ano mesmo tive um problema com uma placa de sinal, algo que poderia ser facilmente resolvido, mas que virou um problema por essa falta de assistência”.

“Muitos acreditam que apenas loucos tem um Tesla no Brasil, já que não faz sentido pagar tão caro em um carro que pode vir a ser uma dor de cabeça. Porém, eu enxergo nós que investimos no Tesla como propagadores da tecnologia no país, as pessoas que irão abrir caminho para que empresas comecem a investir em carros elétricos por aqui. Estamos puxando mais investidores para a era tecnológica e de energia limpa”, define Bruno Maciel.

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.