Especialista tira dúvidas sobre o que pode mudar na política de imigração

Uma das maiores dúvidas depois das eleições dos Estados Unidos é sobre a permanência ou entrada de estrangeiros no país. A política de imigração de um país depende de uma série de fatores. Barrar ou facilitar o visto de determinadas nacionalidades tem a ver com acordos de cooperação, políticas de imigração pré-estabelecidas e até mesmo bandeiras do presidente eleito.

Na avaliação da advogada de imigração da TS Immigration Fernanda Cortes, os governantes podem decidir sobre a permanência de estrangeiros, mas esse tipo de concessão não costuma afetar pessoas que receberam convites profissionais e exercem atividades consideradas essenciais. “O que acontecerá a partir de agora é muito especulativo. Mesmo que alguma regulamentação seja implementada, esse tipo de restrição não costuma alterar os vistos de trabalho para os que tenham recebido uma oferta de emprego de alguma empresa americana. Também não impede a chegada de trabalhadores em áreas consideradas prioritárias, como saúde e segurança”, alerta a especialista.

A vitória de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos reacendeu a esperança que ele reverterá as políticas agressivas de imigração de Donald Trump. “Sabemos que a forma que o governo Trump lida com a política imigratória é mais restritiva. As pessoas que pensam em construir uma vida nos EUA estão mais esperançosas com uma possível mudança nessa parte”, ressalta a advogada Fernanda Cortes.

Profissionais de saúde em falta

Os profissionais de saúde estão em alta. No ano passado, a Associação de Colégios Médicos Americanos (AAMC, na sigla em inglês) estimou que, até o ano de 2030, haverá um déficit de 121 mil médicos nos EUA. No final de março, o Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou em seu site um comunicado em que incentiva médicos e enfermeiros estrangeiros a trabalharem no país, em troca de um visto de permanência, que pode se estender por até 7 anos.

A ocasião é uma valiosa oportunidade de migrar legalmente. “O visto EB-NIW, por exemplo, atende a esse interesse nacional e concede o Green Card definitivo para o profissional.

Existem muitas pessoas qualificadas no Brasil e que podem atender uma demanda extremamente solicitada em outro país”, reitera Fernanda Cortes.

A estimativa mais recente do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) é de que haja mais de 3 milhões de brasileiros morando no exterior. Desses, um milhão e quatrocentos mil estão somente nos EUA, sendo 300 mil só no estado da Flórida. Muitos escolhem investir nos Estados Unidos por fatores ligados a segurança, oportunidades de trabalho, universidades e hospitais mais modernos.

Sobre a TS Immigration

O escritório constituído por advogados e profissionais com o objetivo de atender brasileiros interessados em trabalhar nos Estados Unidos. O trabalho é focado na assessoria jurídica e apoio na aquisição de todos os documentos necessários.

Veja mais em https://www.tsimmigration.com/

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.