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Fight For The Poor: conheça a ONG que luta por uma sociedade mais justa entre as classes sociais

Fight For The Poor: conheça a ONG que luta por uma sociedade mais justa entre as classes sociais

Organização desenvolve projetos dentro e fora do Brasil e já está planejando novas ações ainda em 2020

O Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Segundo o último relatório divulgado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no fim de 2019, quando se trata de desigualdade, o Brasil fica atrás apenas de nações do continente africano, como África do Sul, Namíbia, Zâmbia, República Centro-Africana, Lesoto e Moçambique. No país tropical, apenas 10% da população detém a maior parte da renda da pátria.

Em maio de 2020 o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado da pesquisa que revela um abismo maior entre ricos e pobres no Brasil. De acordo com o instituto, o 1% da população com rendimento maior recebe 33,7 vezes mais que a metade da população com o menor rendimento. Esses índices preocupantes mostram a urgência de políticas e iniciativas para auxiliar às pessoas com menor poder aquisitivo.

Fight For The Poor: conheça a ONG que luta por uma sociedade mais justa entre as classes sociais

 

Nesse sentido, o Instituto Fight For The Poor (F4TP) trabalha buscando diminuir essa desigualdade. O instituto é um canal para a realização de projetos sociais que causam impacto positivo na sociedade. “Com projetos criativos e inovadores conectamos pessoas dispostas a fazer a diferença por um mundo melhor”, afirma Guilherme Basso, presidente do F4TP.

Projetos desenvolvidos

Todo projeto que a F4TP abraça é social, que beneficia pessoas carentes e que levem a transformação na vida dos beneficiados. Fundada em 2012, a ONG já promoveu mais de 15 ações no Brasil, sendo a maioria em Brasília, e outra no Piauí, além de uma ação fora do país, no Haiti. “Nossos projetos são específicos, com prazo definido para começo, meio e fim”, explica Guilherme.

“Estive no Haiti por três vezes entre 2010 e 2011. Lá trabalhei em projetos de reconstrução e ajuda humanitária. Nessas viagens também conheci e me envolvi com a ONG MAIS (Missão em Apoio a Igreja Sofredora). Por conhecer o projeto, e saber da seriedade, ficamos sabendo que eles estavam com uma campanha para comprar um carro, para ajudar no deslocamento de doações e voluntários. A meta financeira era de R$40.000. Conseguimos levantar todo o valor, com doações online e também offline”, lembra Guilherme.

Além de ações no país caribenho, o Fight For The Poor organizou o The Street Store (Loja de Rua) na Cidade Estrutural, em Brasília. A ideia do projeto é doar roupas, fazendo com que as pessoas carentes da comunidade tenham uma experiência de shopping. “Montamos araras, provadores e colocamos os voluntários como atendentes dessa Loja na Rua. A gente queria que essa experiência desse mais dignidade para as pessoas que muitas vezes não tem a condição de ir ao shopping ou a uma loja comprar uma roupa de qualidade. Nossa equipe selecionou todas as doações e colocou somente roupas sem defeitos para doação. Também distribuímos um almoço na comunidade”, conta Guilherme.

O instituto também desenvolveu inúmeros outros projetos no Brasil. Logo após ser fundado, em 2012, lançaram uma ação de crowdfunding. “O primeiro projeto foi chamado de Manancial de Vida, com o objetivo de arrecadar doações para a reforma da creche. Foram arrecadados quase R$2500 em doações pela plataforma de crowdfunding, além de várias outras doações de parceiros”, detalha o presidente do F4TP.

“Após termos arrecadado pelo crowdfunding, fizemos nosso primeiro evento para entregar as doações e inaugurar as reformas feitas pelos valores captados no projeto. Foram envolvidas mais ou menos 25 pessoas entre equipe e voluntários”, completa Guilherme. No ano seguinte, 2013, foi a vez do projeto Mais Água ser financiado pelo crowdfunding, visando arrecadar doações para alugar caminhões pipa para levar água nas regiões semi-áridas do Piauí. “Na época, a região estava vivendo uma das piores secas de todos os tempos. Conseguimos captar R$2.000 pela plataforma e financiamos 20 caminhões pipa que foram enviados e abasteceram várias famílias e comunidades. Cada caminhão abastecer um vilarejo pequeno por 1 mês”, lembra o ativista.

No mesmo ano, além de projetos como o Fight Pelo Sonho, que tiveram três edições em 2013, Samba Nobre e a iniciativa no Haiti, o instituto promoveu o Festival F4TP. “Foi um dos projetos mais legais que fizemos. A gente conseguiu fechar a rua da comercial da 307/306 na Asa Sul, colocando um palco no meio da rua e shows de Samba e DJ o dia todo. Um carnaval fora de época, com o foco de promover as ações da Fight, captar doações e voluntários”, ressalta Guilherme.

Em 2014, 2015 e 2016 o Fight For The Poor desenvolveu mais sete ações no Distrito Federal. Entre elas, o beleza solidária e Fight Day. “Tanto o Beleza Solidária quanto os eventos Fight Day foram ações com o objetivo de captar recursos e doações para os projetos e instituições que ajudamos. O Beleza Solidária foi um evento no Salão Frank Rodrigues, na Asa Norte, quando todo o valor arrecadado em serviços no dia foi destinado para a Fight”, finaliza o presidente da ONG.

O último projeto do Instituto aconteceu em 2016, após isso, Guilherme se mudou para os Estados Unidos e se dedicou a consultorias no terceiro setor e empresas sociais. Depois de quatros anos, a ONG retorna, no final de 2020, com ações envolvendo o voluntariado. Novos projetos estão sendo idealizados para atuar na Cidade Estrutural.

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