No país, empresas e instituições focam em criar sistemas para melhorar o cenário nacional e ainda lucrarem. Áreas socioambientais devem alavancar o setor.

O segmento de negócios sociais deve movimentar US$ 1 trilhão no mundo, nos próximos anos. Só no Brasil, onde o mercado tem se mostrado promissor, pode chegar a R$ 50 bilhões. São produtos e serviços que contribuem para o desenvolvimento territorial enquanto trazem retorno financeiro para quem trabalha na área.

A Ecam, por exemplo, percebeu oportunidades de atuação como uma consultora de serviço para grandes empresas e, com isso, lançou uma nova iniciativa: a Ecam Negócios Sociais. Muitas dessas empresas atuam em negócios de impacto, ou possuem demandas do território, sejam elas sociais ou ambientais. A instituição conseguiu formatar uma metodologia própria com base em toda a experiência em conservação e proteção do meio ambiente, desenvolvendo vários projetos e programas ao longo de quase 20 anos de atuação.

A ideia é auxiliar empresas privadas a pensar, além de executar, soluções que atendam a construção, implementação, manutenção, e gestão de processos de licenciamento social, construção e gestão de mecanismos financeiros, neutralização de carbono, entre outros serviços.

Entre as metodologias do modelo de trabalho, está a melhoria do relacionamento entre as grandes marcas e as comunidades locais, além do impacto positivo em relação ao valor da marca, isso por causa da contribuição à gestão territorial da região. Inclusive, cases da iniciativa já chegaram a ser apresentados em conferências no Brasil e no exterior, em eventos de peso promovido por organizações como o Google, Governo dos Estados Unidos, SXSW, entre outros.

Tudo começou trabalhando em prol do equilíbrio sócio-econômico-ambiental da maior floresta do mundo, a Amazônia. A instituição entendeu que em parceria com empresas, potencializaria resultados de investimentos sociais. Toda esta expertise lhe rende subsídios para atender outras propostas em outras regiões.

O foco tem se destinado a empreendimentos de alto impacto, como mineradoras, produtoras de energia, portos, agronegócio, dentre outros, sejam eles instalados em ambientes florestais, rurais ou urbanos. “Agora, a intenção é expandir e conquistar o mercado, não se limitando à região da floresta amazônica. O intuito é oferecer soluções que levem novas perspectivas às empresas de todo Brasil. Mas nosso propósito é que elas realmente abracem suas responsabilidades sociais, de maneira efetiva”, explica o diretor da Ecam, Vasco van Roosmalen.

São crescentes as discussões da responsabilidade das empresas, que precisam absorver os danos que geram ao meio, seja social, ambiental ou econômico. Para Vasco, o mercado deve tratar os projetos socioambientais com seriedade. “Temos uma metodologia própria, desenvolvida somando a experiência de anos na área com a grande capacidade da nossa equipe.

Tudo isso para apresentar à iniciativa privada soluções que sejam realmente efetivas, compreendendo orçamentos específicos, e evitando os prejuízos financeiros e de imagem. Além de reforçar o nome da marca em relação ao cuidado e preocupação com questões socioambientais”, destaca.

O modelo de negócio é novo e, cada vez mais, empresas têm se atentado aos valores sociais e ambientais. Além disso, o consumidor também tem se preocupado com tais questões, sendo um dos fatores na escolha de um produto ou serviço. Neste modelo, todos ganham, tanto a empresa, quanto a comunidade e o meio ambiente.

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.