A diferença entre homens e mulheres no mercado de tecnologia é enorme. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 20% das pessoas que atuam na área são mulheres. A representatividade feminina em cursos de carreiras técnicas, como Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, são de aproximadamente 35% na educação superior. De acordo com o Coordenador do curso de Ciências de Dados do Centro Universitário IESB, Sérgio Côrtes, existe uma luta para mudar o patriarcado dentro das profissões de tecnologia. “Ainda há muito o que percorrer, mas acredito que as mulheres estão ganhando mais espaço e se mostrando profissionais, em muitos casos, melhores que os homens”, afirma. 

As que ingressam nos cursos e resistem, enfrentam uma realidade desigual no mercado de trabalho. Segundo o IBGE as profissionais de TI mulheres podem ganhar até 34% menos do que os homens. Clara Larissa Barbosa, gerente de Consultoria e Serviços Especializados da Tecnisys, empresa de TI com 28 anos de atuação, conta que sempre trabalhou em empresas na qual a maioria dos colaboradores eram homens, o que não a intimidou: hoje, ela comanda uma equipe exclusivamente masculina. “Me motiva saber que eu consegui conquistar o cargo de gerência e mostrar que nós, mulheres, somos capazes de surpreender na TI”, comemora a gerente. Para Clara quanto mais diversa for a equipe na empresa, mais completas serão as soluções criadas.

A aluna do curso de Desenvolvimento de Jogos Digitais do Centro Universitário IESB Milena Rocha conta que, tanto para jogadoras, como para desenvolvedoras de games, existem barreiras. “No geral, ainda acho que as mulheres são subjugadas, como se esperasse que nós produzíssemos menos, ou não tão bom quanto um homem”, lamenta. Mesmo assim, Milena acredita num futuro diferente, com mais destaque para mulheres no mundo da TI. Ela mesma hoje é programadora em uma empresa de desenvolvimento de jogos. “Precisamos resistir e mostrar que estamos no mercado de tecnologia. Que somos excelentes e capazes de trabalhar melhor do que os homens”, afirma.

Curiosidades de mulheres na TI

Você conhece o termo “bug” que indica complicações em software? Claro que sim, todos nós já ouvimos falar. Mas o que talvez você não saiba é de onde surgiu esse termo. A expressão surgiu quando a matemática Grace Hopper, para resolver um problema de processamento de dados, retirou uma mariposa que estava fazendo ninho dentro de um computador, e foi quando indicou que um “debugging”, ou remoção de inseto, era o melhor caminho para a solução dos problemas em software. 

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A jornalista Isabel Almeida, trabalha atualmente na Embrapa, é editora do site bsbflash, youtuber do canal Flash Brasília e escreve em diversos sites como: colunista do jornal Alô Brasília. Natural de Brasília, já trabalhou em diversos órgãos do DF, como na Secretaria de Educação; na Administração Regional do Gama; na Secretaria de Saúde, na Câmara Distrital, e também em GO, na prefeitura de Valparaíso, na gestão de José Valdécio . Atuou também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia- Confea, foi editora da revista Fala Prefeito; e colunista da revista AC/DF e colunista do site AIB News do Rio de Janeiro. Desde 2010 é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil e Portugal,e em 2016, foi nomeada presidente do Conselho comunitário do Octogonal e Sudoeste.